quinta-feira, 16 de abril de 2026

 Aéreas aguardam medida da Petrobras sobre reajuste no preço do querosene de aviação

Entidades que representam companhias aéreas defendem uma revisão na política de preços praticada para o combustível da aviação

Entidades que representam companhias aéreas defendem uma revisão na política de preços praticada para o combustível da aviação

Patrícia Comunello/Especial/JC
Cláudio Isaías
Cláudio IsaíasRepórterO reajuste no preço do querosene de aviação (QAV), combustível que abastece aviões e helicópteros, e a guerra no Irã são dois fatores que podem resultar no aumento do preço das passagens aéreas no Brasil. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informa que aguarda o detalhamento da medida apresentada pela Petrobras para mitigar o impacto da alta do querosene de aviação. Porém, a entidade ainda não fala em reajuste do preço das passagens aéreas. Em nota, a Associação afirma que todos os esforços nesse sentido precisam ter efeito imediato para garantir a estabilidade de custos do setor aéreo. A Abear representa as principais companhias aéreas do País: Latam, GOL e Azul.

O preço do QAV é estipulado pela Petrobras mensalmente, sempre no dia 1º de cada mês. O reajuste de 54,6% em abril foi realizado no momento em que o mundo enfrenta aumentos no preço do barril do petróleo por causa da guerra no Irã. O reajuste se somou ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março.
Segundo a associação, considerando os aumentos anteriores, o combustível de aviação passou a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas do Brasil. Em nota, a Abear, a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) e a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) defendem a revisão na atual política de preços praticada para o combustível da aviação. As três entidades representam mais de 320 empresas aéreas de 120 países, incluindo todas as empresas brasileiras e internacionais que operam no Brasil.
A proposta das entidades é reduzir a diferença entre o preço do QAV no Brasil e o preço observado nos demais países do mundo, resultando em um menor custo para se operar aeronaves no mercado doméstico, permitindo aumento de investimentos das empresas. Procuradas pela reportagem do Jornal do Comércio, as três principais companhias aéreas do Brasil: GOL, Latam e Azul não quiseram se posicionar sobre o reajuste do combustível do querosene de aviação e sobre a possibilidade de aumento das passagens aéreas.

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