sábado, 20 de junho de 2026

Brasil se impõe sobre Haiti e surfa rumo à liderança do grupo na Copa do Mundo

Com dois gols de Matheus Cunha e um de Vini JR, o Brasil venceu de 3 a 0 a seleção do Haiti

Com dois gols de Matheus Cunha e um de Vini JR, o Brasil venceu de 3 a 0 a seleção do Haiti

ROBERTO SCHMIDT/AFP/JC

Agências
A seleção brasileira cumpriu seu papel, na noite de sexta-feira (19), e conquistou uma vitória muito tranquila sobre o Haiti. Diante de um adversário que jamais pontuou na história da Copa do Mundo, impôs sua evidente superioridade técnica para triunfar por 3 a 0, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, placar definido ainda no primeiro tempo.
Em busca de seu primeiro título mundial em 24 anos, a equipe verde-amarela de futebol busca o sucesso que os atletas do Brasil vêm obtendo no surfe, com oito dos últimos 11 troféus no circuito masculino. E foi subindo em uma prancha imaginária que Matheus Cunha celebrou as duas primeiras bolas na rede.
Amigo de Italo Ferreira, surfista campeão olímpico e mundial, o meia-atacante foi uma das apostas de Carlo Ancelotti após o decepcionante empate com Marrocos na estreia. O camisa 9 teve ótimo desempenho em uma jornada na qual também marcou Vinicius Junior. A má notícia foi a saída de Raphinha por lesão.
Com a goleada, a equipe canarinho chegou aos quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo C da Copa, com dois gols de vantagem sobre Marrocos, que fez 1 a 0 na Escócia. Na rodada final da chave, na próxima quarta (24), o Brasil enfrentará a Escócia, em Miami Gardens, e Marrocos terá pela frente o Haiti, em Atlanta.
Diante do Haiti, 83º colocado no ranking da Fifa (Federação Internacional de Futebol), além de Cunha, ganhou uma chance entre os titulares o lateral direito Danilo. Dessa forma, foram para o banco Ibañez e Igor Thiago, mudanças que deram maior mobilidade à equipe em relação ao que foi visto no último sábado (13).
Não surpreendeu a formação defensiva adotada pelos haitianos, com uma linha de cinco marcadores apoiada por outra de quatro. Porém o técnico Sebastién Migné gosta de atuar com essas linhas adiantadas, e Ancelotti soube tirar proveito do posicionamento, o que ajudou a deixar o triunfo praticamente garantido ainda no primeiro tempo.
Sem nenhum jogador enfiado na área, o Brasil escolheu povoar o meio de campo, deixando os zagueiros centrais do Haiti sem função. Quando eles avançavam à procura de alguém para caçar perto da linha do meio-campo, abria-se o espaço para bolas longas que buscavam Raphinha e Vinicius Junior às suas costas. Raphinha chegou a marcar, lance anulado por impedimento.
Mas foi em roubadas de bola que a vitória começou a ser construída. Aos 23 minutos, Matheus Cunha conseguiu desarme no meio-campo. A bola passou por Bruno Guimarães e chegou a Vinicius Junior, que encarou a marcação. O goleiro Placide deu rebote no chute do camisa 7, e Cunha apareceu para aproveitá-lo.
O paraibano surfou pela primeira vez no Lincoln Financial Field, acompanhado por alguns de seus colegas, e não demoraria em pegar mais uma onda. Aos 36, foi Paquetá quem fez o desarme. Vinicius Junior conduziu bem o contra-ataque pelo meio e deixou Cunha na cara de Placide para o segundo gol.
Àquela altura, Raphinha já dava sinais de desconforto, aparentemente com dores na coxa direita. Substituído por Rayan aos 40, viu do banco de reservas dar resultado a bola longa, nas costas dos defensores. Vinicius Junior recebeu o lançamento preciso de Paquetá, que fez bom jogo, após péssima estreia, e bateu na saída do arqueiro.
"A gente é raiz, a gente é feliz" era a música tocada no estádio, na voz da cantora Ludmilla, com a torcida verde-amarela em festa. A partida estava efetivamente decidida, e, para efeito de tabela, passou a valer só pelo saldo de gols, que tem boa possibilidade de definir o primeiro colocado da chave.
A seleção voltou do intervalo em ritmo um pouco mais lento e chegou a oferecer uma oportunidade para o Haiti: Alisson fez boa defesa em cabeceio de Ricardo Adé, Danilo afastou. Então, aos 19 minutos, Ancelotti resolveu dar novo gás ao ataque, com as entradas de Endrick e Martinelli nos lugares de Cunha e Paquetá. Ainda foram acionados Danilo Santos e Éderson, mas o placar não voltou a ser movimentado.

Jogo de Cifras: A Copa do Mundo com um olhar econômico

A Copa do Mundo já começou e o Jornal do Comércio não poderia ficar de fora dessa festa do esporte

AC/REPRODU??O/JC
JC
JCA Copa do Mundo já começou e o Jornal do Comércio não poderia ficar de fora dessa festa do esporte.
Este é o Jogo de Cifras, e aqui nós vamos falar de futebol e eoutros esportes, sem deixar de lado, claro, o olhar econômico que é tradicional nas coberturas do JC.

Diretora do Tecnopuc prega articulação para aproveitar oportunidades no RS

Diretora do Tecnopuc, Flavia Fiorin destacou capacidade dos talentos gaúchos durante painel do Mapa Econômico do RS

Diretora do Tecnopuc, Flavia Fiorin destacou capacidade dos talentos gaúchos durante painel do Mapa Econômico do RS

TÂNIA MEINERZ/JC

Gabriel Margonar
Gabriel MargonarO potencial de desenvolvimento da Região Metropolitana passa pela capacidade de transformar conhecimento em inovação e articular os diferentes atores do ecossistema gaúcho. A avaliação foi feita pela diretora do Tecnopuc, Flavia Fiorin, durante o painel do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul, promovido pelo Jornal do Comércio nesta quinta-feira, 18 de junho, em Porto Alegre.
Realizado no Teatro CIEE-RS Banrisul, o encontro encerrou o giro do projeto pelas cinco macrorregiões do Estado. O debate sobre os desafios e oportunidades da Macrorregião Metropolitana reuniu ainda o diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, e o diretor-geral da Santa Casa de Porto Alegre, Jader Pires. A mediação foi do editor-chefe do JC, Guilherme Kolling.
Ao abordar o papel da inovação no desenvolvimento regional, Flavia destacou que a principal riqueza do Rio Grande do Sul está nas pessoas formadas pelas universidades e centros de pesquisa. "Quando a gente fala das potencialidades do Rio Grande do Sul, sempre aparece a universidade. Mas a universidade somos nós. São os talentos que geramos", afirmou.
Segundo ela, embora a tecnologia seja um componente importante, a inovação tem como principal ativo o capital humano. "Nunca se falou tanto em capital humano. A tecnologia é um meio de inovar, mas não é o fim em si mesma", observou.
Para a dirigente, cenários de maior complexidade costumam abrir espaço para novas oportunidades. Ela citou áreas como semicondutores e a instalação de data centers como exemplos de segmentos nos quais o Estado reúne vantagens competitivas.
"O Rio Grande do Sul tem disponibilidade de energia, matriz limpa, condições climáticas e uma combinação de capacidades que criam oportunidades únicas", disse.
Flavia ressaltou que os data centers não devem ser vistos como empreendimentos isolados, mas como estruturas capazes de impulsionar uma cadeia de empresas de tecnologia. "A gente não pode se posicionar nesse cenário como meros usuários de tecnologia. Temos tecnologias sendo desenvolvidas aqui, dentro das nossas universidades e centros de inovação", completou.

Cooperação e formação de talentos

Ao longo do painel, a diretora do Tecnopuc defendeu que nenhuma instituição conseguirá transformar essas oportunidades em desenvolvimento de forma isolada. Segundo ela, universidades, setor produtivo e poder público precisam atuar de forma coordenada para evitar que oportunidades sejam perdidas.
"Uma universidade não faz isso sozinha. Uma empresa também não. A transformação exige convergência. Se cada um olhar para os interesses individuais, a gente corre o risco de ver essas oportunidades escorrerem pelas mãos", alertou.
Flavia também destacou os impactos da inteligência artificial e a necessidade de preparar profissionais para uma economia cada vez mais baseada em tecnologia. Na avaliação dela, além das discussões sobre produtividade e competitividade, é preciso ampliar a formação em áreas ligadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
"Quem vai sentar na mesa para discutir as estratégias dos próximos ciclos se vemos a formação de engenheiros sendo reduzida no País?", questionou.
Ao encerrar sua participação, a diretora relembrou iniciativas como a Aliança para a Inovação e o Pacto Alegre, que contribuíram para aproximar universidades, empresas e poder público em Porto Alegre. "Quando a gente quer, a gente faz. E quando a gente faz junto, faz melhor ainda", concluiu.

Postagem em destaque

Brasil se impõe sobre Haiti e surfa rumo à liderança do grupo na Copa do Mundo Com dois gols de Matheus Cunha e um de Vini JR, o Brasil venc...

Postagens mais visitadas