sábado, 25 de julho de 2026

25 de Julho de 2026
CARPINEJAR

O sagrado resto

Adorava quando meus pais voltavam da feira com aquelas redinhas coloridas que acondicionavam limões, laranjas, melões, tangerinas, batatas. Recolhia teias para confeccionar a fantasia de Homem-Aranha.

Com restos de pano, minha irmã costurava um enxoval para suas bonecas. Com sacos de Pastelina, estourávamos bolhas de ar, assustando os que se mostravam distraídos. Com os papéis das balas, assoviávamos longe.

Com o embrulho do pão, criávamos rabiolas para pipas. Preparávamos telefone sem fio com copos de iogurte. Simulávamos a montaria de cavalo com cabos de vassoura.

Construíamos pontes em maquetes com palitos de picolé. Dobrávamos jornais velhos para formar chapéus e cantar: "Marcha soldado, cabeça de papel".

Empregávamos latas de Nescau como casinhas no jogo de taco. Rolos de papel higiênico viravam binóculos ou lunetas. Tampinhas de garrafa originavam peças de dama. Espigas de milho secas se transformavam em pequenos espantalhos.

Lençóis esgarçados, presos entre cadeiras, erguiam cabanas no meio da sala. Pregadores de roupa assumiam olhos e boca. Carretéis de linha cumpriam a função de rodas em carrinhos improvisados. Caixinhas de remédio e de pasta de dente constituíam prédios e arranha-céus nas cidades em miniatura.

Embalagens de ovos se convertiam em paletas de tinta nas aulas de artes. Os trastes, os refugos da civilização, os materiais abandonados nos davam conforto e ideias.

Quem da minha geração não patenteou uma televisão com caixa de papelão? Recortava-se nela uma janela, como se fosse a tela, que logo ganhava uma folha de papel celofane (azul, vermelho, amarelo ou verde). Entre dois rolinhos, passava uma tira de figuras destacadas de revistas. Bastava girá-los pelas laterais para dar a impressão de um filme ou noticiário. Intimávamos a família a acompanhar a programação caseira, em sessão particular com venda de ingressos.

A engenharia das inutilidades, a fábrica do faz de conta, alcançava ainda mais visibilidade com o programa de Daniel Azulay, que permaneceu à frente da TV Criança e da Turma do Lambe-Lambe. Ele nos ensinava a desenhar, a observar a simetria por trás do traço, a realizar trabalhos manuais com argila, a elaborar origamis perfeitos, a descobrir diversão com sucata.

Produzíamos pioneira reciclagem com a nossa poderosa imaginação. A criatividade começava quando a serventia do objeto terminava. Os adultos nos concediam, sem perceber, farta matéria-prima de graça.

Só entendi o quanto fui feliz - inventando a minha felicidade, e não a recebendo pronta - ao ler Manoel de Barros: "As coisas jogadas fora têm grande importância".

Assim não joguei fora a minha infância. 

CARPINEJAR

25 de Julho de 2026
PAULO GERMANO

O futuro, normalmente, é o território dos sonhos, certo? Digo sonhos no sentido de projetos: o crescimento dos filhos, a casa quitada, as férias de verão, uma velhice tranquila. Aqui não. Para o gaúcho, o futuro virou o lugar da próxima enchente. O futuro é uma ameaça, o futuro dá medo, o futuro é o El Niño chegando em setembro.

O que ocorreu nesta semana, nos vales do Caí e do Taquari, com famílias novamente empacotando a dignidade em sacos de lixo, não teve o gigantismo apocalíptico de 2024. Mas teve algo igualmente insuportável - não só para os desabrigados, mas para qualquer cidadão do Rio Grande do Sul: a sensação de ver tudo outra vez. Parece um fantasma que entrou debaixo da nossa cama e se recusa a ir embora.

E os números mostram esse pavor. Dois em cada três gaúchos, segundo uma pesquisa do IBGE divulgada no início do mês, admitem estar mentalmente abalados, até hoje, por conta das enchentes de dois anos atrás. E como não estariam? O psicanalista Donald Winnicott dizia que a sanidade depende, antes de tudo, de um ambiente minimamente confiável. Ele chamava isso de holding - a capacidade que o mundo à nossa volta tem de nos sustentar, de oferecer alguma segurança para a gente poder existir.

Por exemplo: você dorme porque acredita que a sua casa vai protegê-lo; sai para trabalhar porque supõe que conseguirá voltar; compra um sofá grande porque nunca vai precisar içá-lo até o telhado. É essa confiança banal, quase invisível, que nos permite gastar energia vivendo, e não pensando o tempo todo em estratégias para escapar do horror. Foi essa confiança que a água levou. Centenas de milhares de gaúchos passaram a experimentar uma modalidade perversa de tortura psicológica: sofrer por um luto que ainda não aconteceu, mas que parece inevitável.

A pessoa olha para os móveis que recém comprou e imagina a lama. Olha para o carro e pensa onde poderá deixá-lo. Olha para o cachorro e calcula como vai retirá-lo. Olha para o pai idoso e teme não conseguir carregá-lo. A vida virou um ensaio para catástrofe, um plano permanente de evacuação. Não há quem aguente uma existência assim.

Por isso, é quase um insulto continuar chamando essa gente de "guerreira" ou "resiliente". Ninguém quer esse troféu da resistência eterna. Ninguém quer a obrigação de reconstruir indefinidamente. O que as pessoas querem é o direito de baixar a guarda - e só vão tê-lo quando o ambiente se provar confiável na prática. Quando o sistema de contenção segurar a enxurrada. Quando a casa de bombas funcionar na inundação. Quando o alerta chegar a tempo e o cidadão sentir, com segurança, que não está jogado à própria sorte.

Só então o futuro voltará a ser um lugar onde vale a pena morar. _

Paulo Germano

25 de Julho de 2026
MARCELO RECH

Por sua história, não se pode dizer que Lula já tenha ameaçado a democracia. Nunca planejou golpe, não questionou a lisura das urnas eletrônicas e não foi alcoviteiro de quartéis. Reconhecida sua trajetória, é de espantar a omissão de Lula quanto aos ímpetos antidemocráticos de movimentos de esquerda em países latino-americanos que buscam solapar eleições legítimas de candidatos da direita.

A última onda de silêncio começou pela Bolívia, onde partidários de Evo Morales bloquearam estradas e estrangularam a economia boliviana para exigir a deposição do centro-direitista Rodrigo Paz Pereira, assim como tentaram fazer no Brasil caminhoneiros inconformados com a eleição de Lula. Em um gesto humanitário, Lula despachou para a Bolívia um avião da FAB com alimentos, mas do brasileiro não se ouviu condenação veemente à tentativa de destituição de um governante eleito democraticamente.

A tradição brasileira é de não interferência, justificarão fiéis soldados de Lula. É, pode ser. Mas em junho de 2024 Lula foi às redes sociais para se solidarizar com o esquerdista Luís Roberto Arce (herdeiro político de Evo Morales, com quem romperia durante o governo), ameaçado de derrubada por militares. "A posição do Brasil é clara. Sou um amante da democracia e quero que ela prevaleça em toda a América Latina. Condenamos qualquer forma de golpe de Estado na Bolívia", proclamou Lula.

Seria bom que a posição também fosse clara quando esquerdistas inconformados com a vitória da direita, seja na Bolívia, na Colômbia ou no Peru, se recusam a aceitar a vitória dos adversários. Pode ser que a voz de Lula não tenha lá tanto eco no Oriente Médio, na África ou na Ásia. Mas nos trópicos latino-americanos a postura do presidente do Brasil ajudaria a fazer a diferença entre legitimar ou não tentações antidemocráticas.

Num gesto de descortesia à la Javier Milei, Lula não dará o ar da graça nas posses de Keiko Fujimori, no Peru, e Abelardo de la Espriella, na Colômbia, assim como já tinha se ausentado na do também direitista José Antonio Kast, no Chile. A seletividade política de suas relações contribui para a estratégia da Casa Branca de isolar ainda mais o governo de Lula - e, consequentemente, o Brasil - na América do Sul. Ao agir conforme a cartilha trumpista de dividir o mundo entre amigos e inimigos, Lula cai numa armadilha ideológica que só empurra ainda mais os vizinhos à direita para os braços dos EUA. Quem sai perdendo com essa postura? 

Marcelo Rech

Não há brasileiro com posse de um telefone celular que não perceba, talvez diariamente, tentativas de golpes de toda ordem. Chegam por ligações de números desconhecidos, mensagens em aplicativos de conversas, SMS e redes sociais. Os estelionatos, impulsionados pela digitalização financeira e das atividades cotidianas, tornaram-se uma praga. Seguem a crescer, mesmo com a maior conscientização da população. O país tarda em encontrar estratégias mais eficientes de contenção desse delito, que se tornou o principal crime patrimonial no Brasil. Mesmo sem violência física, também deixa traumas e grandes perdas materiais.

As informações compiladas no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira, demonstram a gravidade da situação. Não apenas pelas estatísticas. As conclusões demonstram a maior organização dos golpistas. Os registros de estelionatos cresceram 429,8% de 2018 a 2025. No ano passado, foram 2.261.055 queixas formalizadas, alta de 3% sobre 2024. É o equivalente a 258 casos por hora. Mas o próprio Anuário, de responsabilidade do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSB), atesta uma brutal subnotificação.

O crescimento dos golpes ocorre em sentido inverso de outros crimes, como furtos e roubos, em queda. A tendência segue a mudança de hábitos da população. Os delinquentes adaptaram-se rapidamente. Preocupa ainda mais a constatação de que a epidemia de fraudes não é fruto de ações de criminosos dispersos. O FBSP mostra evidências de organizações que se estruturam de forma sofisticada, com divisões de tarefas, metas de faturamento e uso de infraestrutura tecnológica que permite dar escala às tentativas de golpe.

O quadro se agrava com a constatação de que as grandes facções cada vez mais investem neste segmento criminoso, que garante arrecadação alta, sem o perigo de se envolverem em confronto com a polícia enquanto agem, ao contrário do que ocorre com roubos e tráfico. A relação entre o risco e o benefício torna os golpes atraentes. Enquanto mais de 2,2 milhões de casos foram registrados no país no ano passado, os Ministérios Públicos estaduais instauraram apenas 63,7 mil ações penais e só 4,8 mil pessoas foram presas.

Trata-se de um crime que não se resolve com polícia nas ruas ou aquisição de viaturas e armas. O combate passa por aperfeiçoamentos legislativos e por uma maior capacidade investigativa, o que depende de instrumentos tecnológicos e capacitação.

Há experiências internacionais com resultados promissores. O Brasil poderia olhar para esses exemplos. Segundo o FBSP, Singapura foi o primeiro país a encontrar uma fórmula que levou à queda de casos. Foi criado um centro operacional onde atuam policiais e representantes de bancos e de plataformas digitais, que agem com rapidez a cada denúncia, bloqueando a consumação do golpe. A parte que falha é responsabilizada. A Austrália é outro modelo. Além de uma estrutura integrada, concebeu um marco legal que elevou os deveres das redes sociais e buscadores. A mensagem é clara. É preciso responsabilizar quem se omite e permite ser meio para os golpes chegarem até as potenciais vítimas. _

OPINIÃO RBS

25 de Julho de 2026
EM FOCO - Marcelo Gonzatto

Prevenção

O que falhou e o que pode ser melhorado na previsão de cheias

Horas após avaliações indicarem cenário sem maiores riscos nos rios gaúchos depois de chuva intensa, cidades viram a água avançar. O episódio levou especialistas a discutir ajustes e formas de comunicar incertezas à população

Na última terça-feira, ainda traumatizados pela enchente de 2024, os gaúchos respiraram mais aliviados quando o governo gaúcho divulgou que, até aquele momento, não havia previsão de os rios subirem, apesar da chuva registrada desde o final da semana anterior. O cenário mudou rapidamente nas horas seguintes, e a água de cursos como o Taquari ultrapassou a cota de inundação em diferentes municípios.

A dificuldade de antever as cheias foi provocada por uma combinação entre incertezas na previsão do tempo ampliadas pelo El Niño, limitações do sistema utilizado pelos órgãos oficiais para projetar a subida dos rios e deficiências no modo de informar a população sobre os possíveis cenários.

O episódio deixa lições que deverão ser incorporadas por entidades como a Defesa Civil estadual e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), de âmbito federal.

Zero Hora conversou com oito servidores da Defesa Civil, dois do SGB, um do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para avaliar as imperfeições da estrutura de alerta e o que deve ser melhorado para o futuro.

O monitoramento e a previsão da Defesa Civil se baseiam no chamado Modelo de Grandes Bacias (MGB), que processa três variáveis fundamentais: previsão de chuva para um horizonte de até 15 dias, chuva já observada e vazão atual dos rios obtida por meio de estações de medição.

Esses dados são integrados para gerar tendências de vazão que, para 60 municípios prioritários, alimentam um modelo hidrodinâmico capaz de desenhar as prováveis manchas de inundação e permitir a visualização de quais áreas serão atingidas.

Previsão regional

- Isso deverá ser incorporado em breve. É que a plataforma da Defesa Civil foi inicialmente implantada com o objetivo de ter um horizonte de previsão mais longo, de 15 dias, dos modelos globais, enquanto o regional tem um horizonte de 72 horas. Mas, realmente, precisaremos colocar a previsão regional - diz a hidróloga do Centro de Monitoramento da Defesa Civil Vanderleia Schmitz.

Sistema recente Diretora do Departamento de Gestão de Riscos da Defesa Civil, a tenente-coronel Ana Maria Hermes argumenta que esse sistema ainda é recente, tendo começado a operar no início deste ano, e garante que a experiência dos últimos dias será utilizada para aprimoramentos.

- Esse foi o primeiro evento (severo) que a gente enfrentou com esse sistema. Tudo na área de desastre vai estar em permanente melhoria, em permanente qualificação - afirma Ana Maria.

Nem todas as possíveis melhorias no sistema da Defesa Civil poderão ser executadas em pouco tempo. O governo gaúcho está concluindo a implantação da última de 130 novas estações que monitoram bacias hidrográficas e fornecem dados que subsidiam previsões. Porém, essa rede robusta ainda não é utilizada para alimentar os prognósticos.

- Contratamos 130 estações que hoje nos permitem o nowcasting (previsão de curtíssimo prazo) hidrológico. Só que essas estações ainda não conseguem alimentar esses modelos, e elas ficam em locais-chave. Para serem incluídas, precisamos ter uma série de dados histórica, e isso só pode ser obtido com tempo - argumenta a hidróloga Vanderleia.

Responsável pela operação do MGB, Stefano Boeira afirma que serão necessários cerca de quatro anos para formar esses bancos de dados e incorporar a nova rede de estações aos cálculos de resposta das bacias. _

Efeito de deslizamentos de terra será analisado

Há uma avaliação interna na Defesa Civil gaúcha de que os milhares de deslizamentos em morros de locais como o Vale do Taquari durante a tragédia de 2024 podem ter alterado a dinâmica dos rios. Estudos indicam que as "cicatrizes" deixadas no solo pela derrubada da vegetação e pela movimentação da terra podem atuar como "córregos" que concentram a água da chuva e a escoam para os rios vizinhos em velocidade superior à de um terreno preservado.

- Um levantamento da UFRGS mapeou cerca de 17 mil movimentos de massa no Estado. Só na bacia do Taquari-Antas temos 8,9 mil, e cerca de 50% dessas cicatrizes estão conectadas a corpos hídricos. Isso pode alterar a dinâmica da bacia, podendo diminuir o tempo de resposta dos rios (à chuva) e aumentar a velocidade com que a água chega até eles - afirma o geólogo da Defesa Civil Marcelo Ávila.

Na prática, isso pode fazer com que os rios subam mais rapidamente. Deverá ser realizado um estudo para verificar se essas alterações na geografia regional modificaram o comportamento dos mananciais em períodos de tempo severo. _

SGB deve rever terminologia de boletim

Como o SGB não faz previsão de tempo, utiliza as análises de órgãos internacionais e nacionais, a exemplo do Inmet. Essa é uma inovação implantada após a cheia de 2024. Até então, a entidade federal lançava apenas avisos de mais curto prazo, com menos tempo para prevenção, mas mais certeiros.

- Acredito que o termo "previsão" utilizado nesse tipo de boletim, que é mais de cenário, deverá ser trocado por outro daqui para frente. É um boletim inicial que apresenta possíveis cenários, mas ainda traz muita incerteza. O problema é quando isso é tomado como uma situação definitiva - argumenta a chefe do Departamento de Hidrologia do SGB, Andréa Germano.

À meia-noite, o órgão emitiu novo comunicado - já com caráter de alerta - prevendo que às 6h o Taquari já teria ultrapassado a cota de inundação (o que ocorreu). Esse segundo aviso já considerava a precipitação registrada de fato nas cabeceiras.

- Conseguimos fazer prognóstico, de fato, com no máximo 12 horas de antecedência para as partes mais baixas do Taquari, e de quatro a seis horas nas mais altas, porque é um rio de resposta rápida. Na bacia do Amazonas, boletins são divulgados com até 75 dias de antecedência - compara o chefe da Divisão de Hidrologia Aplicada do SGB, Emanuel Duarte.

Prudência nos prognósticos Procurado por ZH, o Inmet argumenta que emitiu 18 "avisos de tempo severo relacionados à chuva" entre os dias 17 e 21. Esses alertas previam possibilidade de precipitação "acima de cem milímetros ao dia" e possível "transbordamento de rios". Conforme o SGB, porém, houve pontos muito localizados onde a chuva oscilou ao redor de 200mm ao longo de um dia.

Em bacias de resposta rápida, pequenas diferenças na localização ou no volume da chuva sobre as cabeceiras podem alterar significativamente a projeção do nível dos rios poucas horas depois.

Para o professor do IPH Rodrigo Paiva, o episódio também deve servir de lição sobre como interpretar e divulgar as informações sobre possíveis cheias:

- Acho que uma das principais dificuldades foi fazer uma previsão dando a entender que existia uma certa certeza de que não aconteceria inundação antes de esperar o evento de chuva terminar. Nesses casos de bacias que respondem mais rapidamente, deve-se fazer uma interpretação mais prudente dos dados ou esperar mais. _

Sábado tem sol, mas temporais voltam ao longo da semana

Mas o fim de semana começa com um sábado ainda agradável, de sol entre nuvens na maior parte do Estado. As temperaturas mínimas variam entre 7°C e 14°C, e as máximas oscilam entre 16°C e 25°C.

Na Região Metropolitana, nos Vales e no Litoral, o tempo permanece estável e sem expectativa de chuva significativa. No entanto, o avanço gradual de instabilidades pelo Oeste, Missões, Noroeste e trechos do Sul provocará aumento da nebulosidade, com alguma precipitação ocasional entre a tarde e a noite. Apesar do tempo seco na Capital e na Região Metropolitana no sábado, a água que escoa das bacias do Interior - Taquari, Caí e Jacuí - continua chegando ao Guaíba.

Avanço nas Ilhas

A elevação, que começou de forma gradual na sexta-feira, já provocou avanços na Região das Ilhas. A projeção do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH/UFRGS) indica que o nível do Guaíba na medição do Cais Mauá deve atingir 2m70cm até este sábado. Com isso, supera a cota de alerta (2m50cm) e se aproxima da cota de inundação (3m).

Prefeitura da Capital constrói dique provisório na Zona Sul

Leonardo Martins

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) construiu, nesta sexta-feira, dique provisório na orla do Guaíba, no bairro Guarujá, na zona sul de Porto Alegre. Com retroescavadeiras, a prefeitura ergueu barreira de terra em frente ao rio para conter eventual cheia.

A obra dá sequência a uma medida iniciada na última quinta-feira, na vizinha Praça Zeno Simon. No local, o Dmae instalou sacos de areia para bloquear o canal que liga a Rua Jacipuia ao Guaíba e posicionou uma bomba móvel, que retira a água da chuva acumulada e a devolve ao rio. O objetivo é impedir que o Guaíba avance pelo sistema de drenagem e provoque alagamentos nas ruas do entorno.

O Guarujá é um dos bairros da Zona Sul que ainda não conta com sistema de proteção contra cheias. Sem diques e comportas, a drenagem da chuva depende da diferença de nível entre a rede pluvial e o Guaíba. Quando o rio sobe, a água pode fazer o caminho inverso, voltar pelos canos e provocar alagamentos.

Alerta até segunda

O trabalho de sexta-feira dá continuidade à ação da véspera. À tarde, as equipes atuaram na construção de um pequeno dique para proteger o canal, de modo a manter o nível da água mais baixo do que o do Guaíba. As estruturas devem permanecer no local ao menos enquanto durar o alerta de cheia para as regiões ribeirinhas das Ilhas, do Guarujá e do extremo sul da Capital. O aviso da Defesa Civil vale até segunda-feira.

A projeção do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS) indica que a cota de alerta na região, de 2m50cm (nível a partir do qual o monitoramento se intensifica), deve ser superada, com o Guaíba chegando a 2m70cm até sábado.

Na madrugada de sexta-feira, o rio subiu de forma gradual e começou a avançar na Região das Ilhas. A elevação ocorre por causa do escoamento das águas das bacias dos rios Taquari, Caí e Jacuí, que deságuam no Guaíba.

Solução definitiva

A alternativa definitiva para proteger o Guarujá ainda está em fase de estudos. Entre as opções analisadas pelo Dmae estão a construção de um muro de proteção, a elevação da Avenida Guaíba ou da própria Praça Zeno Simon. Os estudos de viabilidade técnica devem ficar prontos até o fim do ano, e a estimativa é de que a obra custe cerca de R$ 300 milhões. O projeto ainda exigiria o reassentamento de famílias, além de desapropriações e indenizações. 

25 de Julho de 2026
INFORME ESPECIAL - Rodrigo Lopes

Falhas na rede do Inmet continuam

Os problemas na rede de estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Rio Grande do Sul não se limitam aos dias mais críticos que antecederam as tempestades desta semana no Estado. As discrepâncias continuam, segundo aponta o meteorologista Gabriel Cassol, um dos autores do estudo que demonstrou falhas nos equipamentos entre os dias 17 e 21 de julho, período crítico das tempestades recentes no Estado. O Inmet é um órgão do governo federal.

Nesta sexta-feira, por exemplo, a estação de Uruguaiana trazia dados irreais de temperatura, falha de dados e não apresentava estatísticas sobre medição de chuva. Enquanto todos os sensores mostravam temperatura que variava entre 16°C e 16,5°C, a estação do Inmet registrava 22,9°C, uma diferença de pelo menos 6,9°C. A estação de Lavras do Sul não tinha dados sobre umidade e ponto de orvalho. Também registrava dados irreais de temperatura, com uma discrepância de pelo menos 8°C.

A estação de São Lourenço do Sul mostrava a velocidade do vento de 80,3 km/h, enquanto equipamentos na região indicavam entre 43,5 km/h e 45,9 km/h. A estação de Palmeira das Missões também continua registrando valores absurdos de rajadas de vento. O equipamento registrou 88,9 km/h sendo que não havia nenhuma tempestade ou algum sistema meteorológico atuando no Rio Grande do Sul capaz de produzir essas rajadas. Outros equipamentos na área indicavam ao meio-dia rajadas de 25,7 km/h.

Em Porto Alegre, a principal estação da Capital, localizada no Jardim Botânico, seguia apresentando três problemas: nenhum registro de ventos (velocidade, rajadas e direção), em vários horários ela não apresentava dados e sensores registrando temperaturas fora do normal.

- Isso é problema de equipamento de baixa qualidade, a única solução para corrigir esse problema é fazer a troca dos equipamentos e colocar sensores de qualidade - avalia o meteorologista.

Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária, responsável pelo Inmet, as estações meteorológicas "estão passando por manutenção preventiva e corretiva, que inclui a atualização do programa utilizado em sua operação". O órgão diz ainda: "os serviços são executados periodicamente e a previsão de conclusão, para o RS, é no mês de agosto". _

Conforme a Defesa Civil do RS, as 129 estações de monitoramento hidrometeorológico compradas pelo governo do Estado operam normalmente. O órgão pondera que, apesar de todas as unidades funcionarem, os sensores ainda estão no processo de calibragem, etapa que serve para garantir a qualidade da informação.

Entrevista - Gabriel Cassol
Meteorologista

"Ocorre uma degradação da previsão do tempo"

O meteorologista Gabriel Cassol assina, junto com o professor da Unisinos Artur Jacobus, o levantamento que mostrou que apenas 16 das 98 estações meteorológicas do Inmet estavam plenamente funcionando entre 17 e 21 de julho, dias críticos para os temporais no Estado. Mestre pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o especialista está radicado em Santa Catarina, onde é proprietário da Sigma Meteorologia. Ele conversou com a coluna.

Em que momento vocês se deram conta de que havia discrepâncias?

Logo após a instalação das estações, entre março e abril, começamos, aos poucos, a observar esses problemas. Inclusive, a estação do Jardim Botânico, em Porto Alegre, já apresentava, nas primeiras semanas, algumas falhas, principalmente na medição do vento. Posteriormente, esses detalhes foram sendo corrigidos e ajustados, mas, à medida que as estações foram instaladas nas demais regiões do Estado, elas também começaram a apresentar problemas.

Quais são os erros mais comuns?

Há estações com problemas na medição do vento. Elas estão registrando, por várias horas consecutivas, rajadas muito fortes, o que não se justifica, porque não há nenhum sistema meteorológico capaz de provocar essas rajadas de vento por tantas horas seguidas. É um erro de medição do equipamento que não acontece somente em uma estação, mas em várias outras pelo Estado. Além disso, também observamos erros na medição da temperatura. 

Em algumas estações, já identificamos picos de temperatura muito altos entre uma hora e outra de medição. Poucas semanas atrás, tivemos uma tarde bastante gelada em toda a Campanha, com temperaturas em torno de 10°C. Na hora seguinte, a estação do Inmet de Santana do Livramento registrou uma temperatura de 40°C. Isso não faz o menor sentido. Na hora seguinte, a estação voltou a registrar 10°C. Observamos esse mesmo comportamento em outras estações.

Qual é o impacto desses erros?

Os países têm Centros Nacionais de Meteorologia. No caso do Brasil, esse órgão é o Inmet. Os dados gerados pelo instituto são oficiais, têm certificação e uma numeração da OMM. Esses dados são enviados diariamente para centros meteorológicos do mundo inteiro, a fim de inicializar os modelos de previsão do tempo. O modelo americano, por exemplo, é inicializado e mantido pela NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). Já o modelo europeu é mantido pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, o ECMWF. 

Todos os dias, o próprio Inmet envia esses dados para esses centros, para que as informações abasteçam os modelos de previsão do tempo. A partir delas, é possível prever o comportamento da atmosfera para os próximos dias. A partir do momento em que se tem uma informação errada ou faltante no modelo, ocorre uma degradação da previsão. Esse impacto geralmente é maior nas primeiras 12 a 24 horas, podendo chegar, no máximo, a 36 horas. Depois disso, vai se reduzindo aos poucos. 

Se tivéssemos dados mais precisos do Inmet, poderíamos ter previsões mais assertivas, inclusive para o último evento ocorrido no Rio Grande do Sul. Houve erros nos modelos naquele primeiro cenário, em que se projetava muita chuva para a região de Santa Maria. A previsão acabou não se confirmando, e a chuva ficou mais deslocada para a região norte do Estado. A partir do momento em que se informa uma condição errada da atmosfera, esse erro vai se propagando nas horas seguintes de previsão dos modelos.

Há outros impactos?

O Rio Grande do Sul é a porta de entrada dessas frentes frias. Se já temos dados errados aqui, à medida que essas frentes avançam para as demais regiões do país, o erro também vai se propagando. Sempre prezamos pela excelente qualidade desses dados, principalmente porque são informações oficiais e alimentam os modelos de previsão. 

INFORME ESPECIAL

sábado, 18 de julho de 2026

18 de Julho de 2026
NFORME ESPECIAL -´Rodrigo Lopes

A TV pública e o exemplo húngaro

Passou quase despercebido por aqui, mas o dia 7 de julho deveria virar um case de análise para todos aqueles que defendem o papel social da imprensa profissional. Naquela terça-feira, às 16h em Budapeste, o canal de notícias M1 exibiu uma tela preta com a seguinte mensagem: "A mídia pública não deve mentir. Pedimos desculpas por termos feito isso durante tanto tempo. A mídia pública será reformada para se tornar independente e confiável. Nosso serviço de notícias está temporariamente suspenso. Fique ligado!".

Todos os telejornais e programas de política transmitidos pelos canais públicos de televisão e rádio da Hungria, reunidos no conglomerado MTVA, exibiram essa mesma mensagem por quase quatro horas. Durante os 16 anos em que Viktor Orbán esteve no poder, a emissora divulgou notícias estapafúrdias, propagou desinformação e, por vezes, veiculou versões tão absurdas quanto perversas: de que migrantes árabes e africanos eram criminosos que estupravam meninas húngaras indefesas; de que o Estado ucraniano, supostamente dominado por uma máfia, desejava sacrificar sua geração mais jovem na guerra e roubar milhões de aposentados húngaros; e por aí vai.

Diferenças

TV pública é diferente de TV estatal. A primeira pertence à sociedade, é financiada pelo Estado ou por recursos públicos, deve prestar contas ao cidadão e fiscalizar o próprio governo. Já uma TV estatal funciona como instrumento de comunicação do governo, prioriza a agenda oficial e, por isso, possui menor autonomia editorial. Melhor exemplo do mundo, a BBC é financiada por recursos públicos, mas sua obrigação é informar, fiscalizar e incomodar Westminster e Downing Street. A Televisión Española (TVE), por sua vez, viveu altos e baixos. Abraçou o franquismo durante a ditadura, mas, desde a redemocratização, trava uma disputa permanente para fortalecer sua autonomia editorial.

A MTVA, ao contrário, aproximou-se de modelos hoje observados na Venezuela chavista-madurista e na Rússia de Vladimir Putin.

No Brasil, o debate sempre foi como impedir que uma TV pública se transforme em TV de governo. A própria lei que criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em 2007, estabeleceu o conceito de comunicação pública, voltada ao interesse da sociedade, e não apenas à divulgação dos atos do Poder Executivo. A missão institucional da TV Brasil é justamente ser uma televisão pública, independente e democrática, complementar ao sistema privado. Mas isso está longe de ser simples.

Uma comunicação pública verdadeiramente independente depende de mecanismos permanentes de participação social, governança e proteção institucional. Que, ao menos, as instituições brasileiras, quando discutirem formas de fortalecer essa independência para que ela não dependa da boa vontade do governo de plantão, se lembrem da lição deixada pelo caso húngaro. _

Novas escolas na Capital

Estão definidos os locais onde serão construídas as 10 novas escolas de Educação Infantil como parte da parceria público-privada (PPP) da prefeitura de Porto Alegre.

Os prédios devem ficar prontos até 2028. Com isso, cerca de 1,8 mil vagas seriam criadas em até dois anos.

A coluna obteve imagens de projetos referenciais usados para a modelagem. Agora, a concessionária irá trabalhar para um modelo similar para as unidades da cidade. _

Bloco Norte - Uma no Rubem Berta, uma no Santa Rosa de Lima e duas no Mario Quintana.

Bloco Centro - Uma no bairro Santo Antônio e uma no Jardim do Salso.

Bloco Sul - Uma na Aberta dos Morros, duas na Hípica e uma na Restinga.

Delegação chinesa visita Grupo RBS

Visitaram o Grupo RBS o ministro conselheiro da Embaixada da China no Brasil, Ji Wei, a terceira secretária da embaixada, Sun Jing, e a terceira secretária do Consulado Geral em São Paulo, Ding Jiahui. Acompanharam o grupo o professor Diego Pautasso, especialista em China, e o pró- reitor de Desenvolvimento Institucional do IFRS, Lucas Coradini.

A delegação foi recebida pelo editor Leandro Fontoura e por este colunista. _

Quem é o futuro primeiro-ministro do Reino Unido

O ex-prefeito da Grande Manchester Andy Burnham foi confirmado na sexta-feira como o novo líder do Partido Trabalhista britânico. Com isso, Burnham está a um passo de se tornar o primeiro-ministro do Reino Unido, o que deve se confirmar na segunda-feira, quando ele se tornará o sétimo chefe de governo britânico em uma década. Único candidato na disputa, ele sucederá o atual premiê Keir Starmer, que renunciou ao cargo há quase um mês após enfrentar intensa instabilidade política e pressão interna.

Trajetória

A consolidação de Burnham como nome de consenso ocorreu após seu retorno ao Parlamento em junho de 2026, quando renunciou à prefeitura para vencer uma eleição especial (by-election) pelo distrito de Makerfield.

Essa, porém, está longe de ser a sua primeira passagem pelo centro do poder em Londres. Entre 2001 e 2017, Burnham foi parlamentar e integrou os gabinetes de Tony Blair e Gordon Brown, ocupando os ministérios da Saúde e da Cultura. Na época, chegou a disputar - e perder - a liderança do Partido Trabalhista por duas vezes. Ele retornou à sua região natal para disputar o recém-criado cargo de prefeito da Grande Manchester, em 2017.

Foi justamente a gestão local que o projetou nacionalmente. Ao se posicionar como um contraponto firme às decisões de Westminster e evidenciar a profunda divisão socioeconômica entre o norte e o sul do país, Burnham ganhou o apelido de "Rei do Norte".

Vale lembrar que o Reino Unido não elege o seu primeiro-ministro diretamente. O chefe de governo é escolhido pelos parlamentares do partido majoritário na Câmara dos Comuns - posto ocupado hoje pelos trabalhistas - e o cargo, por convenção, cabe ao líder da sigla. _

Ajuda humanitária aos deslocados

O Médicos Sem Fronteiras (MSF) abre, na próxima segunda-feira, a exposição interativa O Que Se Leva no BarraShoppingSul, em Porto Alegre. A mostra apresenta histórias reais de pessoas que tiveram de deixar suas casas e enfrentar os desafios da migração, do refúgio e do deslocamento forçado.

Na exposição, o público tem acesso a mais de 20 fotografias e testemunhos de migrantes e refugiados que deixaram tudo para trás, exceto alguns poucos objetos carregados de memórias de familiares e amigos. Ao caminhar pelo espaço, painéis fotográficos mostram as principais causas do deslocamento forçado - como a crise climática e os conflitos armados - e a resposta humanitária do MSF para salvar vidas, com destaque especial para a atuação nas Américas e no Mar Mediterrâneo. O evento tem entrada franca. _

INFORME ESPECIAL


18 de Julho de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira

Caiado aposta na desidratação de Flávio Bolsonaro

Com o fim da Copa do Mundo, as convenções e o início da campanha eleitoral, com os primeiros debates, o candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado, está confiante de que a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) vai derreter. Em conversa com a coluna, no final da tarde de sexta-feira, depois de almoçar com o prefeito Sebastião Melo e com os candidatos da aliança MDB-PSD, Caiado detalhou sua visão da campanha e de onde vem o otimismo com a perspectiva de quebrar a polarização entre Flávio e o presidente Lula.

Caiado está convencido de que a candidatura de Flávio se desidratará sem que os adversários precisem atacá-lo, como consequência de uma combinação entre a fragilidade natural do candidato, a briga familiar com Michelle Bolsonaro, o tarifaço e os erros cometidos por ele, pelo irmão Eduardo e pelo influenciador Paulo Figueiredo, com as declarações ofensivas às mulheres.

Entre as fragilidades de Flávio que Caiado considera fatais para a candidatura, estão o crescimento inexplicável do patrimônio, incluindo a mansão financiada pelo Banco Regional de Brasília, o envolvimento com Daniel Vorcaro, a dificuldade de articulação no PL, a rejeição no eleitorado feminino, a falta de experiência administrativa, o despreparo para debater os grandes temas do Brasil e, agora, a foto do Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, para a qual o senador apresentou diferentes versões desde que foi divulgada.

Caiado segue direcionando suas críticas mais pesadas a Lula, mas sabe que no primeiro turno o adversário a ser combatido é Flávio, com quem disputa os votos dos eleitores de direita. E tentará convencer os antipetistas de que votar em Flávio significará dar mais quatro anos de mandato ao PT. Para conquistar os eleitores indecisos e os que hoje estão com Flávio, a campanha de Caiado vai explorar seu currículo de gestor público, médico, ex-deputado e ex-senador e mostrar os avanços ocorridos em Goiás nos seus mandatos, como o primeiro lugar no Ideb, a liderança no uso da inteligência artificial e no desenvolvimento de plataformas, a exploração de terras raras e minerais críticos e o investimento em ciência e tecnologia. _

aliás

Nas visitas ao interior do Rio Grande do Sul, Ronaldo Caiado constatou que, mesmo o Estado sendo um dos mais bolsonaristas do Brasil, o apoio a Flávio é tímido. Por isso, acredita que, se conseguir quebrar a polarização na eleição presidencial, o candidato da aliança MDB-PSD ao Piratini, Gabriel Souza, subirá junto nas pesquisas.

Mais um tropeço na campanha

No contexto da campanha eleitoral, a imagem da semana que se encerra não é nova. É de 2022 e mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) sem camisa, aparentemente na área da piscina do Hotel Fasano, um dos mais luxuosos do Rio de Janeiro, na companhia de Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, espécie de jagunço de Daniel Vorcaro, que atentou contra a própria vida logo depois de ser preso.

Flávio já apresentou diferentes versões para a foto, sempre garantindo que não conheceu Sicário.

No primeiro momento, disse que, como pessoa pública, tira fotos com desconhecidos.

Depois, seguindo a trilha do irmão Eduardo Bolsonaro, questionou a autenticidade da foto, insinuando que a imagem pode ter sido produzida por inteligência artificial. Na sexta-feira, a plataforma brasileira de autenticidade digital Signaip analisou a fotografia e não encontrou indícios de uso de inteligência artificial na imagem. 

Jairo Jorge abandona a política

Depois de enfrentar uma série de percalços em seu último mandato como prefeito de Canoas, com sucessivos afastamentos do cargo pela Justiça, e de perder a eleição de 2024, o jornalista Jairo Jorge decidiu "pendurar as chuteiras". Na segunda-feira, ele assume a nova Superintendência de Relações Governamentais e Cidades na Ulbra, voltada ao desenvolvimento dos municípios.

- Estou encerrando meu ciclo na política. Na Ulbra, vou usar minha experiência de três mandatos de prefeito para ajudar uma nova geração de prefeitos a qualificar e inovar na gestão. Estou muito motivado - disse Jairo à coluna.

A nova estrutura é estratégica para a universidade. Por meio do projeto Ulbra Cidades, a instituição busca se consolidar como o principal polo de inteligência aplicada à modernização urbana no sul do Brasil. 

Mudança descartada

Depois de Eduardo Leite vetar o fim da taxa de licenciamento veicular, o governo do Estado estuda a possibilidade de enviar um projeto alternativo à Assembleia Legislativa, prevendo apenas redução do valor, em vez da extinção da cobrança.

Parlamentares da oposição à direita foram sondados nos últimos dias pela base do governo na Assembleia, que sugeriu a ideia para testar a aceitação de uma proposta que concilie os dois lados. O veto de Leite foi criticado por deputados de PL, PP e Novo, que seguem irredutíveis e mantêm a defesa pelo fim da taxa. A esquerda também já declarou ser favorável a acabar com a cobrança e não deve mudar o posicionamento. 

A viúva do ex-governador Alceu Collares (PDT), Neuza Canabarro, engajou-se na campanha de Luciano Zucco (PL) para o Piratini. Em 2022, também declarou apoio ao PL de Onyx Lorenzoni e Jair Bolsonaro.

POLÍTICA E PODER

18 de Julho de 2026
EDITORIAL

Fôlego para o campo

A medida provisória 1.376/2026, que trata da renegociação das dívidas rurais, publicada pelo governo federal na quarta-feira, é o resultado da mobilização incansável de produtores, entidades do setor e parlamentares ligados ao agronegócio, que desde o início do ano passado demonstravam a necessidade de uma repactuação ampla e em condições excepcionais. Foi uma conquista sobretudo dos agricultores gaúchos, que deflagraram o movimento.

Os termos anunciados não são os considerados ideais pelo campo, que preferia o Projeto de Lei 5.122. Também não são tão limitados quanto os apresentados anteriormente pelo Ministério da Fazenda, preocupado com o impacto fiscal. Mas, como em toda negociação, em que cada parte cede um pouco enquanto tenta manter pontos centrais, são fruto do acordo possível. O desfecho atende a grande maioria dos produtores em dificuldades. Assim, podem recuperar o acesso ao crédito para tratar de preparar a safra de verão que se aproxima e se planejar para quitar os compromissos ao longo dos próximos anos sem a pressão de uma dívida que inviabilizava milhares de propriedades.

O pedido pela renegociação, no caso dos produtores do Rio Grande do Sul, era amplamente justificado. Nos últimos anos, os agricultores gaúchos foram afetados por quatro estiagens de diferentes magnitudes e por dois anos com grandes enchentes. Nenhum negócio, de nenhum ramo, suporta tamanha sequência de receitas frustradas em um período tão curto. Além do clima hostil, vieram as quedas dos preços dos grãos, o aumento dos custos de produção, como combustíveis e fertilizantes, e o garrote do juro.

A crise já era dramática, atingindo produtores de todos os portes. A possibilidade de repactuação, com prazos maiores de pagamento e juro menor, é um fôlego justo para quem produz alimentos, ajuda a sustentar a balança comercial brasileira, movimenta uma grande cadeia de negócios antes e depois da porteira e, no RS, também influencia o PIB pelos reflexos no desempenho da indústria, dos serviços e do comércio nos centros urbanos.

A MP beneficia produtores e cooperativas que tiveram prejuízos entre 2019 e 2025 por problemas climáticos ou de mercado em ao menos duas safras, desde que comprovem os prejuízos com laudos. O Ministério da Fazenda calcula que cerca de R$ 100 bilhões em dívidas serão repactuados, com juro que vai de 5% a 12% ao ano, conforme a extensão das perdas e o porte da propriedade. O custo para o Tesouro Nacional é estimado em R$ 3,6 bilhões por ano. Os prazos de pagamento serão de oito a 10 anos, incluídos dois de carência. Foram solucionadas pendências relativas às garantias e incluídas as chamadas Cédulas de Produtor Rural (CPRs), títulos de crédito utilizados no financiamento agropecuário. Não estão contempladas dívidas contratadas fora do sistema bancário.

Convém, agora, aguardar a regulamentação da medida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e acompanhar a operacionalização da renegociação pelos bancos. Mas os riscos climáticos continuam. A renegociação conquistada não deve levar à procrastinação da busca por medidas estruturantes, como políticas que impulsionem a irrigação e a viabilização do fundo garantidor para o setor, também previsto na MP. É preciso evitar que um quadro semelhante de endividamento e inadimplência em larga escala se repita nos próximos anos. 

18 de Julho de 2026
MARCELO RECH - Marcelo Rech

O que une esquerda e direita

Uma das formas de se identificar a praga do populismo é quando políticos e governantes ignoram os ditames básicos da responsabilidade fiscal para, às custas do dinheiro público, agradar o eleitorado às vésperas de eleições. Aprovam-se benesses seletivas e distribuem-se recursos a rodo como se o Tesouro fosse um butim infinito e sem dono.

A última do populismo desenfreado é a aprovação pelo Congresso de benefícios, sem origem ou sustentação prévia, a 360 mil agentes de saúde. A bolada vai custar R$ 27 bilhões em 10 anos. Não por acaso, é chamada de pauta-bomba. Ela não explode só o orçamento. A benesse, que antecipa aposentadorias com vencimentos integrais, suga recursos que poderiam ir para hospitais, estradas, investimentos em segurança ou serem usados em momentos de emergência, como enchentes.

Há aspectos assustadores sobre como as pautas-bomba avançam no Brasil. O mais vistoso é a placidez com que políticos de todos os matizes se juntam no festim populista. Com a honrosa exceção do senador gaúcho Hamilton Mourão, que votou contra, e quatro ausências, a prebenda aos agentes foi alegremente endossada por todos os demais senadores, não importa se de esquerda, centro ou direita. Se há algo capaz de unir todo o arco político brasileiro, esse é o uso de dinheiro do contribuinte para comprar simpatias eleitorais e implodir a responsabilidade fiscal.

A noção de que o Estado deve servir primeiro a ele próprio, a seus cupinchas e aos que nele trabalham, e não à maioria silenciosa de seus cidadãos, é particularmente fértil no Brasil por culpa coletiva. Em alguns países, vota-se em candidatos que se esmeram em fiscalizar o uso dos impostos, de modo que ele seja aplicado da forma mais responsável, apropriada e com melhor retorno possível para toda a coletividade. Quem se vale de recursos públicos para espalhar bondades eleitorais é execrado.

Aqui, fazemos o contrário. Os poucos que resistem à farra são tachados de inimigos do povo, como se o povo entendesse e soubesse como seu suado dinheiro é torrado nos plenários e palácios. Reside aí, na cândida ignorância sobre como recursos públicos são manuseados ao bel-prazer de quem os controla, a origem dos penduricalhos, das emendas secretas ou não, dos desperdícios, dos privilégios e da manutenção de currais políticos mediante bolsas disso e daquilo.

Só uma república que inibisse o extrativismo do Estado por ambições políticas faria com que um dia a chaga do populismo tirasse votos, em vez de despejá-los nos seus arautos. Até lá, seguiremos com a festa de arromba nas contas públicas, com todas as suas consequências nefastas - dos juros nas alturas à sufocante carga tributária. E o eleitor? Este agradece quando a esmola cai da mesa e vota, feliz, no populista. 

MARCELO RECH

O prazer de ser um alienado

A Copa acaba neste fim de semana e já me sinto órfão da única coisa que parecia sustentar minha sanidade mental: a mais pura, cristalina e redentora alienação. Como é bom ser um idiota completo de vez em quando. Como é maravilhoso olhar para o abismo do mundo e responder com um sonoro "e eu com isso?".

Não que eu tenha abandonado minhas obrigações, que fique claro, mas meu projeto de vida, nas últimas semanas, foi basicamente derreter no sofá sob um cobertor marrom, engordando à base de pudim morno enquanto elaborava teses profundas sobre as tranças do Raphinha e a linha de cinco do Paraguai. Sempre que pude, ignorei o que importava. E foi a glória.

Alguém dirá que "enquanto você grita gol, o país desmorona", mas, em resposta, mencionarei um edificante meme que vi no TikTok, porque hoje não citarei Freud nem Hobbes nem qualquer outro sabichão, vou apenas celebrar a alienação e a cultura inútil, então falarei desse belo meme que dizia, com admirável sensatez, que "o país também desmorona enquanto você assiste àquela folha caindo da árvore no seu filme iraniano". Não é verdade?

Precisávamos desse coma induzido. A Copa serviu de oxigênio antes de sermos atirados no moedor de carne que nos aguarda ali na esquina: a eleição de outubro. Aliás, o futebol é maravilhoso porque nos permite terceirizar a angústia. Se a Seleção perde, a culpa é de onze milionários correndo de shortinho na TV. Mas, a partir de segunda-feira, a culpa de tudo volta a ser nossa. E o voto é o lembrete incômodo de que o destino desse hospício, vejam que perigo, está em nossas mãos.

Natural que bata um desânimo. O problema de passar 40 dias dopado de irrelevância é que a nossa imunidade contra a realidade despenca. Discutir as façanhas do goleiro Vozinha - que ganhou esse apelido, você sabe, porque foi criado pelos avós e vivia reclamando para sua vozinha - era o nosso recreio mental. Agora o mundo retorna às asperezas do arcabouço fiscal, do superávit primário e do trânsito da Bento Gonçalves.

Resta assinar o termo de gratidão a esse delírio de seis semanas. Obrigado por me fazer acreditar que a física quântica operava nos três centímetros que anularam aquele gol impedido. Valeu a pena gastar neurônios projetando o futuro da humanidade no contra-ataque da Argélia. A partir de segunda-feira, a realidade me confisca o crachá de idiota e exige que eu volte a ter opiniões adultas sobre o destino da nação.

Mas, até lá, por favor, não me interrompam: ainda tenho um domingo inteiro para tratar o supérfluo como caso de vida ou morte. 

PAULO GERMANO 

Depois de quase 50 dias sem jogos oficiais, time de Luís Castro foi derrotado por 2 a 1 pelo Mirassol na retomada do Brasileirão. Equipe repetiu atuações ruins de antes da paralisação para o Mundial e fica em situação delicada na tabela antes de voltar a atenção para o playoff da Sul-Americana

Depois das férias, treinos e amistosos, a decepção. Na noite de sexta-feira, pela 19ª rodada do Brasileirão, o Grêmio perdeu por 2 a 1 para o Mirassol. Bruno Santos e Edson marcaram para os donos da casa. Carlos Vinícius descontou. A derrota no Maião manteve a equipe na beira do Z-4.

O Tricolor ficou em 16º lugar, com 21 pontos, apenas um à frente do Vasco. E para tornar ainda pior o resultado, construído com outra péssima atuação, a equipe paulista ficou apenas dois pontos atrás do Tricolor na tabela. Com um jogo ainda a recuperar.

Depois de quase 50 dias de preparação, o resultado em campo lembrou os piores momentos do primeiro semestre.

Na frente

Os paulistas assustaram aos 10 minutos. Edson recebeu na área e finalizou. A bola cruzou a pequena área, mas o centroavante Bruno Santos não chegou a tempo para empurrar para o fundo do gol. Na segunda chance, o centroavante do Mirassol alcançou. O Grêmio perdeu a bola com Caio Paulista. Igor Formiga avançou e acertou o cruzamento para Bruno Santos completar de carrinho. Villasanti não acompanhou o adversário, que teve tempo para chutar caído depois de errar na primeira tentativa.

Aos 35 minutos, o Tricolor ficou em vantagem numérica por alguns segundos. Gabriel Mec driblou Denilson e o último recurso do marcador foi o puxão. O árbitro Bruno Arleu marcou falta e expulsou o jogador, mas trocou a cor do cartão após revisão no VAR.

Após péssima cobrança de falta de Amuzu, o Mirassol ampliou. Kannemann desarmou na área. Pavon tentou tirar a bola de calcanhar e devolveu a posse para os paulistas. Villasanti não conseguiu recuperar, Caio Paulista demorou para fechar o espaço e Edson tocou na saída de Weverton: 2 a 0.

Quatro trocas

O Grêmio voltou com quatro mudanças para o segundo tempo. Amuzu, pelo protocolo de concussão, saiu e liberou uma substituição extra. Pedro Gabriel, Braithwaite, Willian e Leonel Pérez entraram. Caio Paulista, Gabriel Mec, Amuzu e Villasanti saíram.

A pressão tricolor para descontar deu resposta aos 31 minutos. Tetê deu início ao ataque pelo lado direito após lançamento de Braithwaite. O atacante acionou Pavon, que achou Carlos Vinícius. O chute de pé direito não deu chances para Walter. Pouco para um time que se preparou durante quase 50 dias para voltar ao Brasileirão. Uma derrota para assustar, antes da viagem a La Paz para enfrentar o Bolívar pela Copa Sul-Americana.

Após a partida, Amuzu saiu de ambulância do estádio por conta de choque sofrido na cabeça. _

Brasileirão

19ª rodada - 17/7/2026

Mirassol

2

grêmio

1

Mirassol: Walter, Igor Formiga, João Vitor, Gabriel Knesowitsch e Reinaldo; Aldo Filho, Denilson (Chico Kim, 37?/2ºT) e Japa (Shaylon, 30?/2ºT); Alesson (Fernandino, 37?/2ºT), Edson (Carlos Eduardo, 26?/2ºT) e Bruno Santos (André Luis, 30?/2ºT)

Técnico: Rafael Guanaes

Grêmio: Weverton; Pavon, Gustavo Martins, Kannemann e Caio Paulista (Pedro Gabriel, INT); Villasanti (Leonel Pérez, INT), Nardoni (Riquelme, 34?/2ºT), Tetê (Marcos Rocha, 40?/2ºT), Gabriel Mec (Braithwaite, INT) e Amuzu (Willian, INT); Carlos Vinícius

Técnico: Luís Castro

GOLS: Bruno Santos (M), aos 15min, e Edson (M), aos 38min do 1º tempo; Carlos Vinícius (G), aos 31min do 2º tempo

CARTÕES AMARELOS: Denilson (M); Kannemann, Gustavo Martins, Leonel Pérez (G)

ARBITRAGEM: Bruno Arleu, auxiliado por Carlos Henrique Alves e Thayse Fonseca

VAR: Paulo Renato Coelho (quarteto do RJ)

PÚBLICO E RENDA: 4.593 pessoas (R$ 128.000)

LOCAL: Estádio Maião, em Mirassol (SP)

Cotação

GRÊMIO

Weverton: não teve culpa nos dois gols sofridos. 6

Pavon: a assistência para Carlos Vinícius não apaga o péssimo passe de calcanhar que deu origem ao lance do segundo gol do Mirassol. 5

Gustavo Martins: não conseguiu evitar o primeiro gol e foi discreto nas disputas mais físicas. 5

Kannemann: exposto pelos atacantes do Mirassol. Faltou velocidade e agilidade nos combates longe da área. 5

Caio Paulista: uma avenida aberta para o Mirassol explorar no lado esquerdo da defesa. Errou o bote em Edson no segundo gol. 4

Villasanti: claramente longe da melhor condição física. Sempre um pouco atrasado nas disputas. 4,5

Nardoni: novamente perdido entre a função de defender e depois ser parte da criação do time. 5

Tetê: dois chutes perigosos. Boa participação na jogada do gol gremista. 6

Gabriel Mec: sofreu uma falta perigosa. Muito preso na marcação do Mirassol. 5

Amuzu: pouca participação, até sair no intervalo devido ao protocolo de concussão. 5

Carlos Vinícius: uma chance e um gol. 6,5

Pedro Gabriel: algumas subidas perigosas ao ataque. 6

Leonel Pérez: deu mais vitalidade para a marcação no meio-campo. 5,5

Willian: deveria melhorar a produção do time. Baixou a rotação da equipe. 4,5

Braithwaite: tentou algumas combinações com Carlos Vinícius. 6

Riquelme: foi meia, atacante e ponta nos amistosos de intertemporada. Apareceu como volante no primeiro jogo após a parada. 5,5

Marcos Rocha: entrou no final. SEM NOTA

MIRASSOL

Edson Carioca teve espaço para jogar como quis. A marcação de Caio Paulista permitiu que ele fosse o principal destaque da vitória do Mirassol.

Próximo jogo

Quinta-feira, 23/7 - 19h

Bolívar x Grêmio

Estádio Hernando Siles - Copa Sul-Americana (playoffs, ida)

Bahia vence a Chapecoense em jogo da 4ª rodada

Em jogo atrasado da 4ª rodada do Brasileirão, o Bahia venceu, na noite de sexta-feira, a Chapecoense por 2 a 0. Rodrigo Nestor e Román Gómez marcaram os gols na Arena Fonte Nova.

Com o resultado, o time de Rogério Ceni chega aos 29 pontos e volta a encostar no G-5. O time catarinense se afundou ainda mais na lanterna.

Em Salvador, os donos da casa abriram o placar aos 12 minutos do primeiro tempo, com Rodrigo Nestor em cobrança de pênalti. Ainda na etapa inicial, o argentino Román Gómez ampliou, aos 33 minutos, de cabeça.

Também na sexta-feira, mas pela 19ª rodada, Fluminense e Bragantino empataram em 1 a 1. Eduardo Sasha abriu o placar e Ignácio marcou no fim do jogo. Sant?Anna e Fabinho, do lado paulista, e John Kennedy, do lado carioca, foram expulsos. 

Botafogo 2x1 Santos

Vitória 1x0 Vasco

Fluminense 1x1 Bragantino

Mirassol 2x1 Grêmio

Terça-feira

19h30min Atlético-MG x Bahia

Quarta-feira

19h30min Coritiba x Palmeiras

21h30min São Paulo x Athletico-PR

21h30min Inter x Cruzeiro

21h30min Chapecoense x Flamengo

Quinta-feira

19h30min Corinthians x Remo 

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