sábado, 21 de março de 2026

p> Simone Stülp deixa Sict e assume como decana da PUCRS após o South Summit

Gestora também fará parte do Conselho de Administração da Ubea, mantenedora da universidade

Gestora também fará parte do Conselho de Administração da Ubea, mantenedora da universidade

TANIA MEINERZ/JC
Patricia Knebel
Patricia KnebelÉ o fim de um ciclo de mais de quatro anos. A secretária de Inovação, Ciência, Tecnologia do Rio Grande do Sul, Simone Stülp, vai deixar o governo do Estado no final de marçodepois de fazer uma das entregas mais simbólicas da sua gestão: o South Summit Brasil. O governo estadual é correalizador do evento, que se inicia na quarta-feira (25) e vai até 27, em Porto Alegre.
A informação foi levantada com fontes do mercado e confirmada por Simone e pela Pucrs. 
No dia seis de abril, Simone assumirá como decana associada da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), inaugurando uma nova fase na sua trajetória profissional, mas alinhada com a sua atuação nas últimas décadas, muito próxima à academia e ao ecossistema de inovação.
“A sensação é de dever cumprido. Estou completando nos próximos dias esse ciclo de descobertas à frente da Sict, período em que me realizei completamente como gestora pública, realizando projetos que, efetivamente, tocam a vida das pessoas. A vida é feita de ciclos, mas continuarei olhando para o ecossistema”, comenta.
Simone entrou na Sict em janeiro de 2022. Antes de liderar a pasta, ela esteve 11 meses como secretária adjunta de Alsones Balestrin. Antes disso, na gestão de Luis Lamb, colaborou em projetos como integrante do ecossistema de inovação, como a construção do Inova RS, sendo representante do Comitê Estratégico do projeto. Ainda não foi definido o nome de quem assumirá a pasta após a sua saída.
Sou apaixonada pelo que faço aqui. Mas, tanto nós como os governos são feitos de ciclos. Cada um que passa por aqui busca deixar sua marca, sua contribuição na construção de um estado mais fortalecido por meio da ciência e tecnologia”, comenta a secretária.
Ao avaliar esse período, a gestora analisa o fato de o ecossistema gaúcho de inovação estar passando por um forte processo de amadurecimento e destaca três iniciativas que, segundo ela, simbolizam sua atuação como líder da pasta.
A primeira delas é a estratégia adotada com o setor de semicondutores. O Programa Semicondutores RS é inédito no País e, inclusive, apontado nacionalmente, tanto no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) como por empresários do setor, como um modelo a ser seguido.
O outro destaque apontado pela gestora é o olhar para a inovação social, para a inclusão de pessoas que não estão na bolha da inovação. Um exemplo é o Comunidades Inovadoras, no qual incluímos zonas periféricas de cidades e regiões do Estado para aumentar o impacto da inovação.
E, por fim, os projetos que Simone considera ‘as meninas dos olhos da sua gestão’. “O Professor do Amanhã e o RS Talentos, que tocam dois gargalos do Rio Grande do Sul que é fuga de talentos e a dificuldade a curva demográfica do RS”, aponta.
O ciclo que está se encerrando na Sict não é o único. Para se conectar com a Pucrs, ela precisou encerrar uma história de 26 anos na Universidade do Vale do Taquari (Univates). “Foi meu primeiro emprego, o lugar que eu me constituí enquanto profissional. Tenho gratidão imensa pela trajetória e oportunidades que a Univates me proporcionou”, comenta.
Meu envolvimento com a inovação, minha cidade Lajeado, estar à frente do Tecnovates, enfim, tudo foi se somando porque tinha o lastro de ser professora e gestora na Univates”, agradece.

Veja as principais datas da declaração do Imposto de Renda 2026

A primeira parcela ou a cota única devem ser pagas até o último dia do prazo de entrega do IR, que é 29 de maio

A primeira parcela ou a cota única devem ser pagas até o último dia do prazo de entrega do IR, que é 29 de maio

Mauro Belo Schneider/Especial/JC
Agências
Declarar o Imposto de Renda 2026 exige atenção do contribuinte não apenas para as informações a serem enviadas à Receita Federal, mas também a datas. O período de entrega da declaração vai de 23 de março a 29 de maio. Quem é obrigado a prestar contas e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.
Há ainda outras datas importantes, como o calendário de pagamento da restituição, até que dia é preciso declarar para entrar no primeiro lote e o prazo-limite para pagar o Imposto de Renda parcelado no débito automático -ou a cota única- desde a primeira parcela. É possível dividir o IR em até oito cotas.
primeira parcela ou a cota única devem ser pagas até o último dia do prazo de entrega do IR, que é 29 de maio. Caso o contribuinte não pague até esse dia, haverá cobrança de multa de 0,33% ao dia de atraso, limitada a 20%, além de juros de 1% ao mês e correção pela taxa Selic.
A Receita antecipou o programa do Imposto de Renda para computadores e liberou-o nesta quinta-feira (19). O prazo previsto era nesta sexta (20).
Na segunda-feira, 23, o fisco liberará a entrega da declaração e, junto com ela, o modelo pré-preenchido do Imposto de Renda. A declaração pré-preenchida é um dos destaques deste ano, com a evolução da alimentação dos dados.
A partir de agora, são enviados ao sistema da Receita os dados do eSocial, o que deve deixar a pré-preenchida mais completa. A expectativa é que seis em cada dez contribuintes utilizem esse modelo em 2026, refletindo um crescimento expressivo em relação a anos anteriores. Em 2021, por exemplo, apenas 1,5% usavam a ferramenta, número que saltou para 50% em 2025.
A principal vantagem é a praticidade, já que o sistema traz diversas informações preenchidas, mas é possível haver erros e o contribuinte precisa ficar atento. Valdir Amorim, especialista tributário da IOB, alerta que a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2026 exige atenção redobrada, em especial por causa da transição no envio de dados pelas empresas.
Com as mudanças na alimentação do sistema, podem surgir divergências nas informações. Segundo ele, é fundamental conferir dados como dependentes, descontos de plano de saúde, rendimentos recebidos e valores de aluguéis para não cair na malha fina.
Amorim reforça que a conferência de dados é muito importante e o contribuinte deve comparar tudo que está no modelo com seus documentos, corrigir eventuais erros antes de enviar e, se for preciso, retificar depois. A responsabilidade final pelas informações é sempre do contribuinte e, em caso de fiscalização, o que será exigido são os documentos que comprovem as informações e não os dados que constam na pré-preenchida.

PRINCIPAIS DATAS DO IMPOSTO DE RENDA 2026:

**19 de março:**
- Liberação do programa de computador para declarar o IR
**23 de março:**
- Começa, às 8h, o prazo para declarar o Imposto de Renda 2026
- Declaração pré-preenchida do Imposto de Renda é liberada
**27 de março:**
- Receita libera o extrato de processamento da declaração para quem enviou o IR nos primeiros dias.
**10 de maio:**
- Prazo final para quem quer entrar no primeiro lote de pagamento da restituição do Imposto de Renda
- Prazo final para quem vai parcelar o IR e quer pagar desde a primeira cota -ou cota única- no débito automático
**29 de maio:**
- Último dia para entregar a declaração; prazo termina às 23h59
- Pagamento do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda
- Data final para pagar a primeira cota do IR ou o Darf da cota única

VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO DO IR 2026

_O calendário de pagamentos tem quatro lotes_
Lote - Data de pagamento
1º lote - 29 de maio
2º lote - 30 de junho
3º lote - 31 de julho
4º lote - 31 de agosto

VEJA O CALENDÁRIO DE PAGAMENTO DAS COTAS DO IMPOSTO DE RENDA 2026

Cota - Data de vencimento
1ª ou cota única - 29 de maio
2ª - 30 de julho
3ª - 31 de julho
4ª - 31 de agosto
5ª - 30 de setembro
6ª - 30 de outubro
7ª - 30 de novembro
8ª - 30 de dezembro

Folhapress 

Minha Casa, Minha Vida atrai mais incorporadoras que antes ficavam só no alto padrão

cada vez mais incorporadoras de médio e alto padrão entram no segmento

cada vez mais incorporadoras de médio e alto padrão entram no segmento

Ricardo Stuckert/PR/JC
Agências
Com o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) batendo recordes de contratações no País, um número cada vez maior de incorporadoras tradicionais nos mercados de médio e alto padrão está se voltando para o segmento popular. Outro fator de atração está relacionado aos benefícios fiscais que serão introduzidos pela reforma tributária para este mercado.
No Rio Grande do Sul, a Melnick está avançando no setor. Tradicional no médio e alto padrão em Porto Alegre, a incorporadora criou a marca Open para atuar no segmento econômico. As operações começaram no ano passado, com três projetos e mais de 700 apartamentos. Atualmente, tem quatro terrenos, com capacidade para lançar 2,1 mil unidades nos próximos trimestres. 
A Eztec é um dos exemplos mais recentes de quem foi "fisgado" por esses atrativos. A incorporadora de São Paulo vai retomar neste ano os lançamentos dentro do programa habitacional. "O Minha Casa Minha Vida é um mercado pujante, e uma companhia do nosso tamanho não pode ficar de fora", declarou o presidente executivo da Eztec, Silvio Zarzur, durante teleconferência com investidores e analistas.
Anos atrás, a Eztec lançou a marca Fitcasa para atuar no MCMV, mas deixou o segmento mais tarde por causa das margens de lucro apertadas. Já no ano passado, voltou ao setor investindo em novos projetos em parcerias com empresas especialistas no programa, como a Cury. 
Cyrela Brazil Realty também está crescendo no programa, onde tem uma marca própria, a Vivaz. O segmento representava 10% dos lançamentos do grupo em 2023, que subiram para 29% em 2025.
Em 2026, esse patamar tende a crescer, com a empresa enxergando potencial para aproveitar os novos ajustes no programa, como ampliação dos tetos de preços e faixas de renda, que serão votados no dia 24 de março. "Os ajustes, se confirmados, serão algo muito positivo. Eles vão aumentar o poder de compra da população e o tamanho do mercado", afirmou o diretor financeiro, Miguel Mickelberg.
Mas os exemplos não param aí. Nos últimos anos, companhias como Trisul, Lavvi e Tecnisa também decidiram criar braços para o Minha Casa, e agora os lançamentos estão ganhando tração. Em São Paulo, a Even se consolidou no mercado de luxo, mas também avalia oportunidades de investir em projetos dentro do programa federal encabeçados por empresas especialistas no ramo.
"As empresas veem que o Minha Casa Minha Vida está crescendo e passam a mirar esse mercado", observou o analista de construção civil do Itaú BBA, Elvis Credendio.
Ele lembrou que a entrada neste segmento também funciona como uma alternativa de negócios para as empresas que têm feito poucos lançamentos para o público de classe média - com imóveis entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão. Isso acontece porque as linhas de financiamento para esse público estão com juros muito altos, esfriando as vendas. Já no Minha Casa, os empréstimos têm juros mais baixos graças a subsídios oriundos do FGTS, o que mantém as vendas aquecidas.
"Para essas empresas, a mudança faz muito sentido. É um movimento cíclico contra o juro alto dos financiamentos para os projetos de classe média", acrescentou a analista de construção do Santander, Fanny Oreng. "E também é uma estratégia para aproveitar os ganhos com a reforma tributária", adicionou Credendio.
Outro fator que torna atrativa a atuação no Minha Casa é a reforma tributária, que prevê benefícios específicos para habitação popular. Isso ocorrerá por meio de um redutor de IBS e CBS para os imóveis dessas categorias, abaixando significativamente a base de cálculo dos impostos. "No fim, a taxação será menor para as empresas que atuam na construção de baixa renda", apontou Oreng, do Santander.
Com tudo isso em vista, o setor se tornou uma espécie de "porto seguro" para o mercado imobiliário. Na cidade de São Paulo, o Minha Casa responde por 61% dos lançamentos e 64% das vendas de imóveis novos, segundo pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Já na média nacional, a participação fica um pouco acima de 50%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

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