domingo, 19 de abril de 2026

 Feira de Hannover terá 800 empresários brasileiros, estima Apex

País parceiro da Feira de Hannover em 2026, Brasil tem bandeiras expostas em algumas ruas centrais da cidade alemã

País parceiro da Feira de Hannover em 2026, Brasil tem bandeiras expostas em algumas ruas centrais da cidade alemã

Guilherme Kolling/Especial/JC
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Guilherme Kolling
Guilherme KollingEditor-chefeDe Hannover, Alemanha
participação de empresários na Feira de Hannover 2026, quando o Brasil será o país parceiro do evento, cresceu nos últimos dias. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) atualizou na manhã deste domingo, 19 de abril, o tamanho da delegação brasileira neste ano. A nova estimativa é que 800 empresários brasileiros estejam na Alemanha para o maior evento de tecnologia industrial do mundo.
Desse total, mais de 140 serão expositores, sendo 38 empresas do Rio Grande do Sul. A proposta é apresentar a nova indústria brasileira, mostrando produtos inovadores e experiências sustentáveis na indústria. Além disso, na segunda-feira, acontece o Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), reunindo as indústrias dos dois países.
Este domingo, 19 de abril, é de preparativos finais para o evento, com expositores fazendo os últimos ajustes nos estandes – a feira abre nesta segunda pela manhã e vai até o dia 24 de abril.
Convidado de honra do evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Hannover no fim da manhã deste domingo. Ele tem uma série de atividades bilaterais com o chanceler alemão Friedrich Merz nos próximos dois dias, incluindo a cerimônia de abertura oficial da feira, que acontece neste domingo à noite no Centro de Congressos de Hannover, quando ambos irão discursar.

 'Petrobras não pode se privar de seguir preços de mercado', diz Marcelo Gasparino

Conselho da empresa está dividido sobre política de preços dos combustíveis

Conselho da empresa está dividido sobre política de preços dos combustíveis

FABIOLA CORREA/JC
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Agências
Recém eleito para o Conselho de Administração da Petrobras, o advogado Marcelo Gasparino deve se juntar ao time do órgão que defende o reajuste dos combustíveis de acordo com a volatilidade do mercado internacional. Em uma rede social, Gasparino comentou uma entrevista concedida à CNN, onde afirmou que a eleição de Guilherme Mello para a presidência do órgão pode ajudar a resolver o impasse.
"Em 2022, que foi um ano complexo, o Conselho definiu que ela (Petrobras) tem que perseguir também rentabilidade e sustentabilidade, ela não pode se privar de praticar preços de mercado. Esse é o grande teste que o novo presidente do Conselho vai ter que saber administrar. É muito bom que ele venha do Ministério da Fazenda", disse Gasparino no Linkedin.
 
Guilherme Mello é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e foi eleito na Assembleia Geral Ordinária na última quinta-feira para a presidência do Conselho da estatal. Já Gasparino volta ao CA da Petrobras após renunciar há um ano, para tentar uma vaga no Conselho de Administração da Eletrobras (atual Axia), sem sucesso. 
Em 2022, com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o petróleo chegou a tocar os US$ 140 o barril e provocou a queda de dois presidentes da estatal por reajuste de preços, o general Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho, diante de um mercado volátil e ao mesmo tempo de eleição presidencial.
Este ano, uma alta no GLP em um leilão promovido pela estatal e criticado publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou a queda do diretor de Logística e Comercialização, Claudio Schlosser. 
Este ano, apesar da disparada de preços do petróleo, a Petrobras elevou o diesel em 11,6% em meados de março, abaixo da alta no mercado internacional, e não alterou o preço da gasolina. A defasagem do preço do diesel nas refinarias da estatal, combustível mais afetado, porque depende de importação, já alcançou patamares acima de 80% e atualmente está 50%
Divisão 
Existe uma divisão dentro do Conselho entre os acionistas minoritários, que defendem o reajuste como ocorre nos Estados Unidos, com repasses imediatos de preços para a bomba dos postos, e os indicados pela União, que seguem o compromisso de evitar contagiar o mercado interno com a volatilidade externa
Com a eleição de Gasparino, as reuniões do órgão ganham um reforço para tentar equiparar os preços de venda dos derivados da companhia, que desde 2023 abandonou o reajuste pela paridade de importação (PPI). 
"A companhia não pode se privar de praticar preços de mercado, acho que esse é o grande teste que o novo presidente do Conselho vai saber administrar, e é muito bom que ele venha do Ministério da Fazenda porque ele tem a plena consciência da importância da Petrobras para o mercado nacional e para mercado internacional, mas também, para as contas do governo", afirmou à CNN. 
Segundo ele, como maior pagadora de dividendos ao governo, a Petrobras poderia contribuir mais com as contas do governo para investimentos em prol da sociedade.

 JC apresenta diagnóstico da economia das regiões do Rio Grande do Sul

Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, apresentou a iniciativa no palco da Sociedade Rio Branco

Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, apresentou a iniciativa no palco da Sociedade Rio Branco

Tânia Meinerz/JC
Bruna Suptitz
Bruna SuptitzMapear a economia do Rio Grande do Sul é desafiador, afinal todas as regiões do Estado têm cadeias produtivas diversas. Mas é um desafio que o Jornal do Comércio se propõe a fazer com o projeto Mapa Econômico do RS, que em 2026 chega à quarta temporada.
Na noite desta quarta-feira, 15 de abril, o município de Cachoeira do Sul recebeu o segundo evento deste ano. O painel debate as Regiões Centro, Vale do Rio Pardo, Vale do Taquari, Vale do Jaguari e Jacuí Centro.
• LEIA TAMBÉM: Obra da ponte, ambiente acadêmico e agro dominam Mapa de Cachoeira do Sul

No palco da Sociedade Rio Branco, o editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kollingapresentou a iniciativa, destacando a presença de novos indicadores em 2026.
Primeiro, mostrou os indicadores de desafios e oportunidades. No primeiro aspecto, destacou a questão climática, que tem um efeito adverso sobre o Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. Em 2025, o PIB do Estado foi de R$ 753 bilhões, e a participação gaúcha no PIB nacional foi de 5,9%, uma queda em relação ao ano anterior, que havia sido puxado pelas obras de reconstrução pós-enchente de 2024.

Kolling chamou a atenção para a sequência de quatro estiagens nos útlimos seis anos e a grande enchente de 2024, que interferiram no resultado da agricultura - o que impactada a economia gaúcha como um todo. "Nos anos em que houve esse impacto (do clima) na safra, o Rio Grande do Sul perdeu espaço no PIB nacional. Agora, a expectativa com a próxima safra é que 2026 seja de retomada", exemplificou.

Na Macrorregião Central do Estado, área que foi tema do debate desta quarta-feira, as oportunidades identificadas estão na diversificação agrícola e na expansão da indústria de alimentos e bebidas. Já os principais desafios são, além do clima, a infraestrutura e a carência de mão de obra, especialmente considerando que a região já tem registrado perda populacional.

O Mapa Econômico, explica Kolling, produz conteúdos especiais específicos para cada uma das cinco macrorregiões do Estado, que são definidas conforme a divisão em Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes), classificação estabelecida pelo governo do Estado.
Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling deu exemplos de indicadores da economia gaúcha produzidos com base em dados | DANI BARCELLOS/ESPECIAL
Editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling deu exemplos de indicadores da economia gaúcha produzidos com base em dadosDANI BARCELLOS/ESPECIAL
Os dados e as informações trabalhadas pelo Jornal do Comércio fazem um raio-x das matrizes produtivas das regiões e, com base em jornalismo de dados e entrevistas e conversas com lideranças regionais, são formulados indicadores da economia gaúcha. Também é feito o monitoramento do avanço das oportunidades e da superação dos desafios.

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