Leilão para concessão do Dmae pode acontecer no primeiro semestre de 2027

Joaquim PortoDesde 2020, a prefeitura de Porto Alegre estuda o modelo de concessão dos serviços de água e esgoto, com apoio técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que foi aprovado na Câmara Municipal em outubro do ano passado. Conforme o diretor-presidente do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), Vicente Perrone, no primeiro semestre de 2027, ocorrerá o leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
Em setembro de 2025. o Executivo criou a Secretaria Extraordinária de Parcerias do Saneamento, liderada por Bruno Vanuzzi, para agilizar o processo de parceirização da autarquia, por meio do projeto de concessão parcial dos serviços de saneamento em Porto Alegre.
Segundo Perrone, a estimativa é de que, para ter pleno atendimento de apenas três, das quatro vertentes (água, coleta, tratamento e resíduos sólidos, que ficariam de fora), o montante se aproxima dos R$10 bilhões. “Não é uma tarefa plausível para uma autarquia como o Dmae, por isso, acreditamos tanto na possibilidade da concessão nos próximos anos”, explica.
Diariamente estão sendo realizados trabalhos internos para viabilização da parceria e, nos próximos meses, a modelagem do projeto deve ser concluída, em seguida, enviada ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul e à audiência pública.
O Dmae espera que, em breve, o processo já esteja divulgado e em curso. “Acreditamos que no máximo na virada do ano, início do ano que vem, tenha tudo isso publicado e o leilão marcado”, afirma o diretor, que pensa não existir margem para uma evolução do saneamento básico da Capital sem investimentos privados.
“Se não tiver a concessão, a cidade vai precisar rever como vai encarar o esgoto e a distribuição de água, porque não tem nenhuma frente de captação para conseguir o valor necessário de investimento”, disse Perrone.

Nenhum comentário:
Postar um comentário