sábado, 18 de março de 2023



18 DE MARÇO DE 2023
+ ECONOMIA

esg na prática

Com investimento de R$ 800 mil, a CMPC adicionou a seu BioCMPC o Centro de Controle Ambiental (CCA) que mede e analisa 24 horas por dia indicadores ambientais na unidade de Guaíba. Segundo a empresa, a iniciativa é pioneira no setor de celulose e papel.

A estrutura é integrada ao painel central de operações da área industrial e administrada por 11 funcionários, que se revezam no monitoramento de emissões atmosféricas, de ruídos e de odor.

- Queremos ser um farol da bioeconomia para toda a indústria - diz o diretor-geral da CMPC Brasil, Mauricio Harger.

A empresa já monitora indicadores ambientais, mas o centro amplia o período de análise. Segundo a CMPC, o objetivo do projeto é tornar a operação "impecável sob a perspectiva ambiental" e garantir "relação de excelência com as comunidades vizinhas à unidade".

Com investimento de R$ 2,75 bilhões, o BioCMPC é considerado o maior projeto de sustentabilidade do Estado. Prevê 33 medidas, dando à planta da CMPC a condição de uma das mais sustentáveis do Brasil em gestão de resíduos, tratamento de efluentes, controle de emissões atmosféricas, tratamento de gases e gestão ambiental.

Alíquota do ICMS da gasolina vai subir

Não se sabe quando e quanto, mas a alíquota de ICMS da gasolina vai subir. O mais correto seria usar a expressão "a alíquota será recomposta", já que a redução foi juridicamente discutível. Na prática, vai subir de 17% para algo acima de 20%. A coluna espera que a decisão final inclua elevação gradual, para amenizar o impacto no bolso da classe média e na inflação.

O governador Eduardo Leite avalia que foi mal interpretado ao relatar a situação aos prefeitos no seminário da Famurs, porque a decisão não é dele, e sim das 27 unidades da federação, e ainda depende de chancela do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas ao dizer apenas que "o governo não vai aumentar a alíquota do ICMS de 17% para 25% na gasolina" não ajuda na compreensão.

Para lembrar, a cobrança foi reduzida pelo Congresso, sob pressão do governo federal anterior, sem consulta aos Estados, responsáveis pela legislação do imposto. Foi aprovada cláusula prevendo compensação aos Estados porque, sem isso, a medida seria inconstitucional.

O governador gaúcho é parte da decisão coletiva. Não é adequado afirmar apenas que "não vai aumentar". A menos que pretenda abrir mão do realinhamento da alíquota. Melhor seria dizer, claramente, que a decisão final não depende só do governo gaúcho.

O RS teve perdas pesadas na arrecadação com a redução forçada das alíquotas sobre combustíveis e energia. O número mais recente do Piratini é de R$ 5 bilhões em 2022, entre julho - quando a redução de alíquotas passou a vigorar - e dezembro. Desse total, o atual governo federal se dispõe a compensar R$ 3 bilhões em três anos, com descontos no pagamento da dívida com a União. O ressarcimento, portanto, virá de forma parcial e parcelada. É simples? Não é. Mas é preciso explicar bem para não confundir.

MARTA SFREDO

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

12 de Agosto de 2026 CARPINEJAR Os efeitos colaterais das canetas nos restaurantes Desde maio, já circula no Brasil uma caneta emagrecedora ...

Postagens mais visitadas