sábado, 28 de fevereiro de 2026

 O caminho indiano para a felicidade

namastê

namastê

EDITORA INTRÍNSECA/DIVULGAÇÃO/JC
Jaime CimentiMesmo depois de tantos progressos científicos, tecnológicos, políticos e sociais, os humanos seguem em busca da sonhada felicidade ou, ao menos, de momentos felizes entre a rápida e curta trajetória entre o nascimento e a morte. Universidades como Harvard têm cursos e livros muito procurados  sobre o tema.
Namastê ( Editora Intrínseca, 208 p., R$ 59,90) de Héctor García, espanhol, radicado no Japão, engenheiro de software e escritor do best-seller Ikigai em coautoria com Francesc  Miralles, espanhol, escritor, palestrante, tradutor, editor e terapeuta de arte e músico, apresenta, sob novas perspectivas, o caminho indiano para a felicidade, a realização e o sucesso.
Namastê examina os valores, conhecimentos e costumes indianos que se popularizaram na cultura ocidental para oferecer novas perspectivas sobre como alcançar a felicidade , a realização e o sucesso.  Os autores resgatam as doutrinas milenares daquele que é considerado o berço da espiritualidade e compartilham a sabedoria de mais de cinco mil anos para responder questões como a melhor forma de deixar o sofrimento e viver plenamente.
Quais as melhores técnicas para evitar o estresse, a ansiedade e o medo? Como podemos cuidar do corpo, da mente e do espírito para viver com energia total até o fim  da vida? Além de reapresentar  conhecidas técnicas indianas como a ioga e a ayurveda, os autores falam também de desapego, de filosofia Advaita (cada ser é uma parte do todo), do conhecimento do dharma (leis universais da felicidade) e do tantra (encontro entre o corpo e o espírito) .
Com panoramas históricos, reflexões inspiradoras e ferramentas práticas, Namastê é um guia enriquecedor com valiosos instrumentos para quem quer traçar o próprio caminho rumo à felicidade e o bem-estar, através de uma busca equilibrada. Como se vê, uma obra inspiradora e importante sobre essa tal felicidade.

lançamentos

as cleópatras

as cleópatras

EDITORA PLANETA/DIVULGAÇÃO/JC
Híbridos (Actual, 208 pág), de Ricardo Cappra, consagrado especialista em dados, negócios e automação, filósofo e cientista, mostra como a inteligência artificial redesenha negócios e carreiras no século XXI. Cappra examina com clareza e profundidade o futuro do trabalho entre interdependentes humanos e máquinas. Além de analisar, ele convida a refletir e agir.
Breve Memória de Simeão Boa Morte e Outros Contos Poéticos (Faria e Silva Editora-Alta Books, 170 pág), de Lourenço Cazarré, jornalista e escritor consagrado e premiado, foi o grande vencedor da 5ª Edição do Prêmio Imprensa Nacional/Ferreira de Castro. Com ironia e linguagem saborosa e fluente, os contos são uma visão paródica da literatura brasileira. O que dá título à coletânea é uma sátira impagável de O Alienista de Machado de Assis.
As Cleópatras - Rainhas Esquecidas do Egito (Crítica-Planeta, 368 pág, R$ 119,90), de Lloyd Llewellyn-Jones, professor da Universidade de Cardiff, especialista em Pérsia, Grécia e Oriente Próximo, resgata as sete governantes que dominaram o Egito antes de Roma. Ele mostra como elas tinham poder absoluto, com obsessão implacável pelo domínio geração após geração.
O eterno livro impresso
Há uns trinta anos, na Feira do Livro, um amigo editor e escritor me disse, agitado, que o livro impresso iria acabar diante da invenção do livro eletrônico, o revolucionário e-book. Diante dos últimos fatos internacionais, a opinião dele se mostrou mais furada que uma escumadeira.
Na Suécia, depois de muitos anos de telas e materiais digitais nas escolas, estudos e avaliações internacionais mostraram que a digitalização quase total estava ligada a quedas de desempenho de leitura e compreensão entre os alunos. Decidiram por lá voltar a usar livros impressos que ajudam na compreensão profunda de textos e concentração, enquanto que a tecnologia digital permanece como ferramenta complementar, não substituta.
Não só para crianças nos primeiros anos escolares, mas também para adolescentes e adultos em geral, a leitura individual e silenciosa do livro impresso segue sendo uma experiência única. Ler e virar as páginas de um livro estimula a imaginação, a concentração, a inteligência e a criatividade de um modo único. Os meios digitais tendem a dispersar as crianças e os adultos. Na tela o cérebro tende a ler mais rápido e de forma fragmentada. Escrever à mão e leitura silenciosa ativam mais o cérebro, melhoram a fixação e estimulam a coordenação e o processamento cognitivo. O velho caderno está voltando.
Claro que é preciso equilibrar meios digitais com meios impressos. Livro impresso tem mais ritmo, pausa e repetição. Livro físico tem ritual: sentar junto, virar página, apontar figura. A tela é rápida demais. Acelera o mundo, e o livro desacelera o leitor. No livro físico, o leitor completa o mundo: imagina os rostos dos personagens, o cenário não pisca em alta definição, o silêncio entre duas frases é preenchido por dentro. Na tela vemos, no livro criamos.
Entre passar o dedo na tela e virar a página de um livro há diferenças. A leitura silenciosa é poderosa, sem ser espetáculo. É diálogo interior. Inteligência gosta de silêncio. Tela tem notificações, imagens demais. O livro impresso impõe resistência. Não vibra, não notifica, não compete por atenção. Convida o leitor a uma coisa cada vez mais rara: ficar, permanecer numa frase, atravessar um parágrafo inteiro sem interrupção. Estimula a sustentar um raciocínio até o fim.
Leitura silenciosa, hoje, é um ato quase subversivo. Ela é individual, demorada, invisível, não gera curtidas, não produz métricas e não alimenta algoritmos. Leitura silenciosa forma pensamento próprio. Há um tipo de liberdade que existe apenas numa página que não pisca. A tela pisca, o livro permanece. A tela chama, o livro espera. Tela faz tocar tudo e aprofundar pouco. A leitura silenciosa é um ato de insubordinação contemporânea. Imaginação precisa de intervalo, sombra e silêncio. Tela entrega imagens prontas, livro provoca imagens interiores. O livro não pisca, por isso ilumina.
a propósito...
Antigamente o livro abria a cabeça. Hoje a cabeça precisa abrir o aplicativo. A pressa na comunicação é inimiga da perfeição e madrinha da superficialidade. Não vamos demonizar a tecnologia, que encurta caminhos, amplia repertórios e democratiza informações. Mas informação não é pensamento, é matéria-prima. Pensar exige silêncio, sequência, continuidade. Enfim, o risco não está no pixel, mas na dispersão. Se o leitor sustenta a atenção, não importa se a página é de celulose ou de luz. Superficialidade não depende do material, depende da pressa. O futuro pode ser digital, mas o pensamento é analógico: precisa de tempo, sequência e silêncio. O tempo se vinga das coisas feitas sem a indispensável colaboração dele. (Jaime Cimenti)

EUA e Israel lançam ataque conjunto contra o Irã

Colunas de fumaça tomaram o céu de Teerã, capital iraniana

Colunas de fumaça tomaram o céu de Teerã, capital iraniana

ATTA KENARE/AFP/JC
Agências
Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na manhã deste sábado (28). A ação acontece após semanas de ameaças do presidente Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.
Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.
A capital, Teerã, foi palco de, ao menos, três explosões da chamada "Operação Fúria Épica". Vídeos do momento do início da operação mostram grandes colunas de fumaça subindo no centro da capital. Informações iniciais apontam que o ataque aconteceu próximo a uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com autoridades de segurança israelenses, um dos principais objetivos da primeira onda conjunta de ataques ao Irã era atingir o maior número possível de líderes.
Em uma publicação na Truth Social, Trump confirmou o ataque afirmando que o objetivo é "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano", formado, segundo ele, por "um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis".
"Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo", completou.
Também em vídeo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou que Israel e os Estados Unidos lançaram uma "operação conjunta" contra o que ele chamou de "ameaça existencial" representada pelo Irã.
Segundo ele, o ataque contra o governo iraniano pode "criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino".
Após a investida, Israel e Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos.
O Ministério da Saúde do Irã informou que "ambulâncias foram enviadas para as áreas centrais de Teerã e os hospitais estão em alerta". O número estimado de feridos e os locais exatos atingidos ainda não foram divulgados, completou a pasta.
A informação do ataque foi inicialmente divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que descreveu o ataque como uma ação para "eliminar ameaças", sem fornecer mais detalhes da ação.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

7.fev.2026 às 23h00

 Edição Impressa - São Paulo  - Vinicius Torres Freire

Jornalista, foi secretário de Redação da Folha. É mestre em administração pública pela Universidade Harvard (EUA)

Monetização do jeitinho brasileiro ganha escala com amizade do poder com bandidos

Crime comum negocia com elite política e econômica; poderosos agem como bandidos comuns

Mais que desviar dinheiro, corrupção cria feudos políticos e sistema que apodrece economia

Em 2024, Ricardo Lewandowski comprou uma casa de Anajá de Oliveira Santos Yang por R$ 9,4 milhões, segundo relato de O Estado de S. Paulo, confirmado pelo próprio Lewandowski. Anajá é casada com Alan de Souza Yang. Faz década e meia, Alan, o "China", é investigado por adulteração de combustível, pelo que já foi condenado, e rolos maiores.

Não há indício de que a compra de Lewandowski tenha relação com rolos de China. Na verdade, o ex-ministro da Justiça e do STF deve ter sido vítima de golpe. Se a empresa de administração de patrimônio imobiliário de Lewandowski e família, que comprou a casa, tivesse verificado quem era o marido de Anajá, poderia ter descoberto com pesquisa corriqueira de internet que China era enrolado.

A imagem mostra uma escultura da Justiça em primeiro plano, com uma figura feminina de olhos vendados e segurando uma balança. Ao fundo, há um grupo de policiais em trajes táticos, observando a área. O ambiente parece ser um espaço público, com grandes janelas e uma decoração moderna.

Movimentação de grades e policiamento na Praça dos Três Poderes, em Brasília, um dia antes do julgamento da trama golpista de Jair Bolsonaro. - Gabriela Biló 1º.set.2025/Folhapress

Mas esse é um problema privado, até onde se sabe. Interessa é que os "Chinas" passeiam no mundo do poder. Por outro lado, cada vez mais gente da elite é flagrada agindo como "Chinas" —negocia imóveis com dinheiro vivo, oculta participações societárias por meio de fundos de investimento, faz do crime ambiental um negócio ou escraviza trabalhadores.

China é associado a cabeças de empresas criminosas de combustíveis, segundo investigações da Carbono Oculto. São eles Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", foragidos e que negociam delação premiada.

Beto Louco e Primo se valiam de fintechs e fundos de investimento para lavar dinheiro, em parte talvez do PCC, segundo investigadores. Alguns desses fundos eram geridos pela Reag. Antes da ruína, era a maior empresa do ramo, afora aquelas de bancões. A Reag era de João Carlos Falbo Mansur, acusado de se associar a rolos de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Vorcaro contratou serviços de Lewandowski, da família de Alexandre de Moraes e de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda. Fundos da família de Vorcaro tinham negócios com a família de Dias Toffoli.

Tudo isso é sabido, quanto a indícios gritantes do esquemão criminoso. No mais, inexiste indício material de associação de Lewandowski, Moraes, Mantega e Toffoli com irregularidades.

Evidente é que a elite se relaciona ou confraterniza com "Chinas" ou é variante "lavada" de "Chinas". Não deveria causar escândalo novo. Por exemplo, um só, Jair Bolsonaro e família além de tudo confraternizavam e trocavam dinheiros com gente da milícia do Rio de Janeiro. Por falar nisso, Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente, comprava imóveis com dinheiro vivo, na tradição familiar.

Sob certo aspecto, o problema da corrupção é superestimado. É a explicação preferida da ciência política e da economia dos pobres de espírito e assunto de demagogo. Sem corrupção e "gastos com político", haveria dinheiro até para tapar déficits, se diz —não é o caso, nem de longe.

Mas a corrupção é um sistema de apodrecimento institucional que se autoperpetua, não só porque o dinheiro financia carreiras e feudos da política. É fator de desgraça econômica, como na ineficiência no uso do Orçamento. No mínimo corrupção moral (networking de favores) pode ser o motivo de tanta lei de efeito econômico desastroso ser aprovada, de subsídios para empresas, como no setor elétrico, a favores como escapar da reforma tributária ou do corte de benefícios tributários.

Tem gente que chama de "lobby" essa variante da monetização do jeitinho nacional. O "lobista" pode ser um "China" muito maior e pior.

Elio Gaspari

Jornalista, autor de cinco volumes sobre a história do regime militar, entre eles "A Ditadura Encurralada"

Há palestras e pale$tra$ de ministros do STF

O mau exemplo vem da bancada Elizabeth Arden do STF. Pode-se torcer pelo código ou acompanhar seu funeral

Liderando a bancada do Supremo Tribunal Federal que se opõe à pactuação de um código de conduta pela corte, o ministro Alexandre de Moraes argumentou que, "como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras".

Será? Ministro careca veste toga preta sobre terno azul e gravata lilás, falando ao microfone em ambiente institucional.

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em sessão da Primeira Turma - Rosinei Coutinho - 16.dez.25/Divulgação STF

Em julho de 2023, o ministro viu-se envolvido num lastimável episódio no aeroporto de Roma quando foi insultado por bolsonaristas. Na versão inicial, Moraes vinha de uma palestra na renomada Universidade de Siena. Instituição milenar, sua faculdade de direito lustraria a biografia do magistrado, mas o repórter Eduardo Oinegue mostrou que a coisa não era bem assim.

O Fórum Internacional de Direito, patrono do evento, pertencia à empresa UniAlfa, controladora de uma faculdade de direito de Goiânia, todas integrantes do Grupo José Alves, dono de um laboratório onde produzia a ivermectina, prima da cloroquina.

O fórum onde Moraes falou reuniu-se antes na cidade espanhola de Valladolid. Dos 31 conferencistas arrolados pelos eventos, 20 eram brasileiros e 11 pertenciam aos quadros da UniAlfa.


Quem demonizou o quê? Em 2024, um ministro do Supremo recebia R$ 44 mil mensais. Era um bom dinheiro, acompanhado de uma invejável infraestrutura. Aquele ano foi o do esplendor das farofas de magistrados. Entre junho de 2023 e maio de 2024, os juízes estiveram presentes em ao menos 22 agendas internacionais. Quase todas no circuito Elizabeth Arden (Paris, Londres, Nova York e Roma.)


Quem demonizou as palestras foram os magistrados metidos em farofas demoníacas. Registre-se que os juízes não têm o monopólio dessas farofas nem a anomalia é brasileira. O genial juiz Antonin Scalia, da Corte Suprema dos Estados Unidos, morreu em 2016 durante uma farofa. Em 2024, o ex-primeiro ministro inglês Tony Blair —farofeiro cosmopolita— participou de um evento em Londres. Pagou pela sua presença o falecido Banco Master.

É impossível criar-se uma métrica para o valor de palestras. Mesmo assim, para servidores ativos do Estado e até mesmo para jornalistas, é razoável acreditar que uma palestra vale, no máximo, a quarta parte dos vencimentos mensais do bem-aventurado. Afinal, ele cobrará a remuneração de uma semana por um ou dois dias de trabalho.

Pelo andar da carruagem, o código de conduta de Fachin e Cármen Lúcia faz água. Quanto mais condutas condenáveis houver, maiores serão as dificuldades.

As palestras são a parte mais visível da erosão do Supremo, e não se consegue sequer que os magistrados informem quanto receberam ou de quem.

Se tão pouco é tão difícil, mexer com exuberantes parentelas seria tarefa de Hércules. Pode-se torcer pelo código, mas pode-se também acompanhar cada passo do seu funeral ou da sua diluição.

Confira os investimentos bilionários atraídos pelo Rio Grande do Sul em 2025

Investimento da Petrobras para transformar a Refinaria Rio Grande em biorrefinaria é um dos destaques, com aporte de R$ 6 bilhões

Investimento da Petrobras para transformar a Refinaria Rio Grande em biorrefinaria é um dos destaques, com aporte de R$ 6 bilhões

João Paulo Ceglinski/Divulgação/JC
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O Anuário de Investimentos do Rio Grande do Sul 2025 mapeou os principais aportes anunciados ou realizados no Estado durante o ano passado. Ao todo, eles somaram R$ 91,4 bilhões. O caderno especial, publicado nesta quarta-feira (28), identificou mais de 400 empreendimentos em 141 municípios gaúchos.
Desses, 18 são investimentos bilionários. Além disso, 15 municípios conseguiram atrair empreendimentos que, somados, garantem uma cifra de mais de nove dígitos. Porto Alegre, por exemplo, apenas em projetos imobiliários diversos, recebeu um aporte total de R$ 8,3 bilhões. 
Confira a lista dos maiores investimentos anunciados ou realizados no Rio Grande do Sul em 2025:
  1. Petrobras: R$ 6,685 bilhões
  2. CPFL: R$ 4,9 bilhões
  3. Governo do Estado: R$ 4,122 bilhões
  4. CMPC: R$ 3,593 bilhões
  5. Ecovix: R$ 3,075 bilhões
  6. EnergyPro: R$ 2,6 bilhões
  7. Governo Federal: R$ 2,6 bilhões
  8. RGE: R$ 1,7 bilhão
  9. Rio Grande Mineração: R$ 1,7 bilhão
  10. Prefeitura de Porto Alegre: R$ 1,475 bilhão
  11. Corsan/Aegea: R$ 1,4 bilhão
  12. Braspell Bioenergia: R$ 1,4 bilhão
  13. Soli3: R$ 1,25 bilhão
  14. Sirena Gramado: R$ 1,2 bilhão
  15. CEEE Equatorial: R$ 1,1 bilhão
  16. CCR Viasul: R$ 1 bilhão
  17. Tellescom: R$ 1 bilhão
  18. A2B Industrial: R$ 1 bilhão 

1. Petrobras

A Petrobras anunciou em fevereiro a confirmação do plano de conversão, até 2029, da Refinaria Riograndense, em Rio Grande, em biorrefinaria. O investimento total de R$ 6 bilhões foi confirmado pela presidente da estatal. Será a primeira refinaria do País a produzir combustíveis 100% renováveis. Outro destaque é a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, que recebeu aportes na ordem de R$ 685 milhões em 2025. Boa parte do montante destinado à refinaria foi utilizado nos trabalhos da parada de manutenção de unidades do complexo. 

2. CPFL

A CPFL Transmissão anunciou um investimento no Rio Grande do Sul para o ciclo de 2025 a 2029 de R$ 3,9 bilhões, entre modernização de subestações de energia, frota de veículos, expansão de capacidade e substituição de equipamentos como, por exemplo, linhas que já estão depreciadas. O aporte representa mais do que o dobro do aplicado pela empresa até agora pela empresa que assumiu em 2021 os ativos da CEEE-T. Somente em 2025, foram desembolsados R$ 638 milhões. A empresa venceu, ainda, em novembro, o leilão da Aneel para assumir o avanço de 99 quilômetros de linhas de transmissão entre o Norte, Noroeste, Vale do Caí, Vale do Sinos e Serra e subestações que devem absorver R$ 1 bilhão em investimentos em quatro anos a partir da assinatura do contrato. 

3. Governo do Estado

O governo do Rio Grande do Sul investiu R$ 4,122 bilhões em 2025. Os aportes foram turbinados pelo Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). No ano passado, com recursos do Tesouro do Estado, foram empenhados R$ 1,747 bilhão em obras e outras iniciativas. E a maior parte dos aportes em 2025 veio do Funrigs, que permitiu R$ 2,375 bilhões desembolsados entre janeiro e dezembro, com parte dos recursos repassados a municípios. Os dados são da Secretaria Estadual de Planejamento, Governança e Gestão e foram repassados no final do ano passado. Os números são os mais atualizados até o momento, mas ainda parciais, pois terão a atualização final no primeiro trimestre de 2026. Ao todo, o Funrigs conta com R$ 6,1 bilhões em recursos disponíveis entre verbas da suspensão da dívida do Estado com a União e outras transferências. Em 2024, já haviam sido pagos R$ 1,522 bilhão pelo Fundo.

4. CMPC

Com previsão de início das obras da sua nova planta industrial em Barra do Ribeiro, a CMPC desembolsou neste ano, na etapa de licenciamentos do projeto, R$ 200 milhões. Ainda não houve obras físicas diretamente ligadas ao projeto, embora tenham sido acrescidos R$ 3 bilhões ao valor total de R$ 24 bilhões anunciado em 2024. Em Guaíba, onde a multinacional da celulose opera duas plantas, foram desembolsados R$ 370 milhões em 2025, entre custos de manutenção e uma parada programada. A companhia mantém ainda investimentos em projetos sem relação direta com a sua produção. Houve, por exemplo, o lançamento de uma parceria com o Governo do Estado para o Projeto Reflora, que vai plantar seis mil mudas de 30 espécies nativas em regiões severamente atingidas pelas cheias de 2024, com aporte de R$ 7,5 milhões. Há ainda o Instituto CMPC, que teve a pedra fundamental lançada em 2025, no bairro Alegria, em Guaíba. O espaço é voltado à educação e cultura de 300 crianças, com aporte de R$ 16 milhões.

5. Ecovix

No final do ano, foi confirmada pela Transpetro a contratação junto ao Estaleiro Rio Grande para a construção de cinco novas embarcações gaseiras, com investimento previsto de R$ 1,4 bilhão (US$ 270,03 milhões) a serem executados a partir de 2026. A empresa ainda está em fase inicial do projeto de construção de outras quatro embarcações Hady Max, com previsão para a movimentação no estaleiro a partir de 2026. O Grupo Ecovix, por meio da Nova Participações, avança também no seu projeto de gerar energia elétrica a partir de cascas de arroz em Uruguaiana. Serão investidos no total de R$ 65 milhões no projeto, com perspectiva de iniciar a geração no segundo trimestre de 2026. Já em Rio Grande, o mesmo grupo, por meio da Infravix Engenharia, tem projeto para produção de fertilizantes com o uso de hidrogênio verde. O investimento chegará a R$ 810 milhões, com previsão de início das obras em 2026 e produção no ano seguinte.

6. EnergyPro

A empresa EnergyPro anunciou um projeto que pode chegar a R$ 2,6 bilhões em Rio Grande, com parque eólico, usina para geração de energia a partir de casca de arroz e até um data center. A empresa comprou um projeto para o Complexo Gerador Eólico Ventos do Rio Grande, já elaborado e em fase de licenciamento. O complexo terá capacidade de 248 MW, outros 200 MW poderão ser gerados por biomassa. O cronograma da empresa prevê início das obras em julho de 2026, e início das operações comerciais em maio de 2028.

7. Governo Federal

O Governo Federal anunciou, em novembro, um amplo pacote de investimentos para o Rio Grande do Sul, com destaque para o repasse de R$ 590,8 milhões destinados à construção de 2.912 unidades habitacionais em sete municípios, além de R$ 145,18 milhões para a edificação de outras 1.037 moradias por meio de termos de compromisso com prefeituras. As ações incluem ainda R$ 455 milhões para prevenção de desastres e reconstrução de infraestruturas, com aportes específicos de R$ 502 milhões para melhorias no sistema de proteção contra cheias em Porto Alegre e R$ 69,3 milhões em São Leopoldo. No apoio à recuperação pós-enchente de 2024, o Ministério da Agricultura e Pecuária investiu R$ 44,17 milhões na entrega de 153 máquinas a 120 municípios, com previsão de mais R$ 150 milhões em 2025, totalizando R$ 194,17 milhões para a aquisição de equipamentos que auxiliarão as prefeituras na reconstrução do Estado.

8. RGE

Ao todo, a RGE anunciou R$ 1,7 bilhão em investimentos no Estado em 2025. Até 2029, são previstos R$ 8,6 bilhões. Está construindo uma nova subestação em Gravataí, com investimento de R$ 50,2 milhões para beneficiar de forma direta 19,7 mil moradores, além de atender o Complexo da GM, que hoje é abastecido por subestação própria. Será a Subestação Gravataí 4, na avenida Ely Corrêa, às margens da ERS-030. A companhia constrói ainda mais uma subestação em Bento Gonçalves, na Serra, com aportes de R$ 73 milhões e a Subestação Erechim 4, que recebeu R$ 50 milhões em investimentos dentro do plano de expansão da rede elétrica regional, no Norte. Há ainda duas novas subestações em construção em Cruzeiro do Sul e Imigrante, totalizando outros R$ 110 milhões em investimentos.

9. Rio Grande Mineração

A Rio Grande Mineração (RGM) obteve licença de instalação pelo Ibama para levar adiante o seu projeto de extração de minérios de titânio em São José do Norte, no Projeto Retiro. O projeto deve receber até R$ 1,7 bilhão em investimentos, com potencial de geração de 300 empregos. A perspectiva é de que a mina possa estar operando em 2027 em uma área de 1,8 mil hectares para ser explorada por 11 anos.

10. Prefeitura de Porto Alegre

A prefeitura de Porto Alegre investiu R$ 175,6 milhões em 2025 em recursos próprios — desconsiderando fundos ou repasses. Do valor, cerca de 70% foi desembolsado pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), o restante ficou concentrado, principalmente, nas pastas de Educação e de Obras e Infraestrutura. No caso do Dmae, autarquia que será parcialmente concedida à iniciativa privada, foram investidos R$ 124,44 milhões. O Executivo também anunciou em dezembro o chamado POA Futura, um pacote de R$ 7 bilhões em investimentos que virão de nove instituições bancárias e financeiras nacionais e internacionais, sendo R$ 1 bilhão sob gestão do Dmae, com a projeção de transformar a cidade até 2029, em 300 obras e ações. Dentro deste plano, já estão efetivamente em execução a partir de 2025 sete grupos de obras ou ações, representando R$ 1,3 bilhão até 2029.

11. Corsan/Aegea

A Corsan/Aegea fechou os primeiros nove meses do ano com investimento total de R$ 1,4 bilhão. Foram em torno de 250 quilômetros avançados em redes coletoras de esgoto, beneficiando quase 20 mil residências. Entre as obras destacadas no ano, estão as conclusões das ETEs Carazinho, Não Me Toque, Cidreira e Santa Maria, as inaugurações das ETAs Santa Cruz do Sul, Panambi e Canela II, em conjunto com uma nova adutora. Seguem ainda obras nas ETEs Viamão, Panambi, Imbé, Estância Velha, além de estações de bombeamento em Tramandaí. A companhia avança ainda, com aporte de R$ 44 milhões em obras na rede e R$ 24 milhões em adaptações na ETE Mampituba, para que Torres, até o final de 2026, se torne o primeiro município do Litoral Norte com acesso universal ao tratamento de esgoto.

12. Braspell Bioenergia

O projeto de uma fábrica de pellets da Braspell Bioenergia, antiga Pellco Brasil, está finalizando seu processo licitatório para poder ser executado no município de Pinheiro Machado, na Região Sul do Estado. Em maio, a iniciativa já tinha as licenças ambientais e aguardava a de instalação. Com um investimento projetado de R$ 1,4 bilhão, a fábrica planeja utilizar cilindros de madeira compactada, chamados pellets, para geração de energia a partir da queima de biomassa. O projeto prevê o plantio de 45 mil hectares de florestas para o fornecimento de matéria-prima, além de uma usina termelétrica.

13. Soli3

As cooperativas Cotrijal, de Não-Me-Toque, Cotrisal, de Sarandi, e Cotripal, de Panambi, definiram o município de Cruz Alta como local onde irão instalar uma usina para extração conjunta de óleo de soja.  A previsão inicial é de que a usina, com investimento de RS$ 1,25 bilhão, entre em operação no final de 2027, beneficiando 1,1 milhão de toneladas anuais. 

14. Sirena Gramado

Com o investimento superior a R$ 1,2 bilhão, o complexo turístico Sirena Gramado ocupará uma área de 205 hectares entre Gramado e o Parque do Caracol. As obras da parte ambiental (supressão vegetal, terraplenagem e implantação de canteiros) iniciaram no mês de outubro de 2025, já as de fundação inicial neste mês de janeiro de 2026. Entre as atrações previstas, estão um hotel all inclusive, a maior pista de esqui outdoor da América Latina, parque de arborismo, jardim botânico, orquidário, trilhas e espaços de contemplação. São esperados, ainda, um local para casamentos, centro de convenções e um conjunto gastronômico, que incluirá restaurantes temáticos, chocolateria artesanal, fábrica de sorvetes e adega com vinhos locais. 

15. CEEE Equatorial

A CEEE Equatorial desembolsou R$ 1,1 bilhão em 2025, como parte do pacote de R$ 3,4 bilhões anunciado até 2029. Em janeiro, a concessionária obteve licenciamento ambiental para levar adiante a ampliação da Subestação Rio Grande 2, com aporte de R$ 31,5 milhões e para ampliação da linha de transmissão que ligará as subestações Camaquã 3 e Cerro Grande do Sul. A concessionária investiu ainda R$ 100 milhões em medidas de resiliência climática no ano. Na Capital, a Subestação Porto Alegre 17 absorveu R$ 36 milhões. No final do ano, a empresa anunciou ainda outros R$ 70 milhões de aportes para dar mais segurança ao fornecimento de energia no Litoral para suportar a demanda do verão.

16. CCR Viasul

A concessionária CCR Viasul projetava investir, até o final de 2025, mais de 90% do total de R$ 1 bilhão previsto em aportes nas rodovias que administra no Rio Grande do Sul entre as três frentes de duplicação e outras de recuperação da BR-386, que liga o Norte do Estado, cruzando o Vale do Taquari, até a Região Metropolitana. O valor a ser desembolsado pela concessionária no conjunto de rodovias federais gaúchas, que inclui ainda a BR-290 (Freeway), a BR-448 e o trecho gaúcho da BR-101, representa quase 30% a mais do que os R$ 780 milhões desembolsados ao longo de 2024 e 78% a mais do que o investimento feito há dois anos.

17. Tellescom

A Tellescom assinou em junho de 2025 um protocolo de intenções para instalar em Cachoeirinha uma nova fábrica de semicondutores, com investimentos que devem chegar a R$ 1 bilhão. A estrutura será construída na área onde funcionou a Cientec, junto ao Distrito Industrial do município. A previsão é de que as obras iniciem no segundo semestre de 2026. Um escritório já foi instalado no Tecnopuc para acomodar o primeiro time que iniciará a preparação para implantação da operação, o chamado business setup.

18. A2B Industrial

A antiga Altec Industrial, que passa a se chamar A2B Industrial, passará a alugar robôs para automação industrial no Rio Grande do Sul, a partir da sua sede, em Porto Alegre. Serão investidos R$ 1 bilhão no plano, com recursos provenientes de um fundo privado de investimentos. Trata-se de um projeto para robotizar fábricas na região.

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