sábado, 6 de fevereiro de 2021


06 DE FEVEREIRO DE 2021
OPINIÃO DA RBS

AULAS PRESENCIAIS COM SEGURANÇA

A volta às aulas presenciais, em pleno recrudescimento da pandemia, é um dilema que ultrapassa as fronteiras do Rio Grande do Sul e do Brasil. No Estado, a discussão neste momento é sobre a obrigatoriedade ou não do retorno dos estudantes das redes pública e privada às classes, mesmo que a frequência não precise ser diária. A questão, no entanto, não deve ser centrada na compulsoriedade. A prioridade teria de estar no esforço para passar à comunidade escolar a segurança de que há um planejamento detalhado e um cumprimento rigoroso de medidas sanitárias e protocolos e, assim, gerar confiança em alunos, pais, professores e funcionários dos colégios. Somente com confiabilidade será possível atingir êxito para a necessária retomada do ensino presencial.

Sabe-se que a rede privada, pela maior disponibilidade de recursos, tem melhores condições de superar esse desafio. Os exemplos são inúmeros. Na educação pública, porém, as dificuldades e carências são maiores. A Secretaria Estadual da Educação (SES) assegura, agora, que todos os equipamentos de proteção pessoal (EPIs) e produtos de limpeza e desinfecção adquiridos foram entregues para as mais de 2,4 mil escolas que gere. Ao ensaiar a retomada das aulas em outubro do ano passado, o governou gaúcho falhou ao não disponibilizar a tempo todos os materiais prometidos. Com isso, alimentou desconfianças e resistências que levaram a uma baixa adesão. Seria aconselhável, desde já, um esforço de comunicação para mostrar que a volta às classes será feita com todas as precauções e, mais importante, comprovar na prática a existência dessa prudência.

Os alunos das escolas públicas foram os que mais tiveram prejuízos na aprendizagem no ano passado. Boa parte vem de famílias humildes, sem acesso a internet de qualidade e equipamentos adequados para as aulas remotas. Especialmente os mais carentes, fora da escola, estão expostos a uma série de riscos, desde a violência à falta de uma alimentação apropriada. A desconexão com a escola levou 5,5 milhões de crianças e jovens brasileiros a deixarem de estudar em 2020, mostrou um estudo com participação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A educação é a forma mais viável de serem criadas condições de mobilidade social, principalmente para os estratos mais desvalidos da população. Em um país de grande desigualdade como o Brasil, a volta às aulas na rede pública, com toda a segurança, tem de ser uma prioridade, sob o risco de se aumentar ainda mais o abismo entre ricos e pobres, com reflexos negativos para toda a economia.

Estudos já mostraram que crianças representam baixo risco de transmissão da covid-19. Mas isso não significa a defesa da abertura das escolas a qualquer preço. É um processo que deve ser gradual, cuidadoso, com medidas de distanciamento e rodízio, também para proteger professores e funcionários. E todos dos grupos de risco têm de ter a opção de permanecer na modalidade virtual, como prevê a proposta estudada pelo Piratini, a partir do pedido sobre a obrigatoriedade levado pelo Sindicato do Ensino Privado (Sinepe). Infelizmente, pelo ritmo de imunização, não será possível esperar a vacinação em massa. O essencial neste momento, portanto, é oferecer e transmitir segurança para a retomada das aulas presenciais.

face="ch, sans-serif" style="color: #717171;">

06 DE FEVEREIRO DE 2021
OPINIÃO DA RBS

AULAS PRESENCIAIS COM SEGURANÇA

A volta às aulas presenciais, em pleno recrudescimento da pandemia, é um dilema que ultrapassa as fronteiras do Rio Grande do Sul e do Brasil. No Estado, a discussão neste momento é sobre a obrigatoriedade ou não do retorno dos estudantes das redes pública e privada às classes, mesmo que a frequência não precise ser diária. A questão, no entanto, não deve ser centrada na compulsoriedade. A prioridade teria de estar no esforço para passar à comunidade escolar a segurança de que há um planejamento detalhado e um cumprimento rigoroso de medidas sanitárias e protocolos e, assim, gerar confiança em alunos, pais, professores e funcionários dos colégios. Somente com confiabilidade será possível atingir êxito para a necessária retomada do ensino presencial.

Sabe-se que a rede privada, pela maior disponibilidade de recursos, tem melhores condições de superar esse desafio. Os exemplos são inúmeros. Na educação pública, porém, as dificuldades e carências são maiores. A Secretaria Estadual da Educação (SES) assegura, agora, que todos os equipamentos de proteção pessoal (EPIs) e produtos de limpeza e desinfecção adquiridos foram entregues para as mais de 2,4 mil escolas que gere. Ao ensaiar a retomada das aulas em outubro do ano passado, o governou gaúcho falhou ao não disponibilizar a tempo todos os materiais prometidos. Com isso, alimentou desconfianças e resistências que levaram a uma baixa adesão. Seria aconselhável, desde já, um esforço de comunicação para mostrar que a volta às classes será feita com todas as precauções e, mais importante, comprovar na prática a existência dessa prudência.

Os alunos das escolas públicas foram os que mais tiveram prejuízos na aprendizagem no ano passado. Boa parte vem de famílias humildes, sem acesso a internet de qualidade e equipamentos adequados para as aulas remotas. Especialmente os mais carentes, fora da escola, estão expostos a uma série de riscos, desde a violência à falta de uma alimentação apropriada. A desconexão com a escola levou 5,5 milhões de crianças e jovens brasileiros a deixarem de estudar em 2020, mostrou um estudo com participação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A educação é a forma mais viável de serem criadas condições de mobilidade social, principalmente para os estratos mais desvalidos da população. Em um país de grande desigualdade como o Brasil, a volta às aulas na rede pública, com toda a segurança, tem de ser uma prioridade, sob o risco de se aumentar ainda mais o abismo entre ricos e pobres, com reflexos negativos para toda a economia.

Estudos já mostraram que crianças representam baixo risco de transmissão da covid-19. Mas isso não significa a defesa da abertura das escolas a qualquer preço. É um processo que deve ser gradual, cuidadoso, com medidas de distanciamento e rodízio, também para proteger professores e funcionários. E todos dos grupos de risco têm de ter a opção de permanecer na modalidade virtual, como prevê a proposta estudada pelo Piratini, a partir do pedido sobre a obrigatoriedade levado pelo Sindicato do Ensino Privado (Sinepe). Infelizmente, pelo ritmo de imunização, não será possível esperar a vacinação em massa. O essencial neste momento, portanto, é oferecer e transmitir segurança para a retomada das aulas presenciais.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

12 de Agosto de 2026 CARPINEJAR Os efeitos colaterais das canetas nos restaurantes Desde maio, já circula no Brasil uma caneta emagrecedora ...

Postagens mais visitadas