sábado, 22 de agosto de 2020


22 DE AGOSTO DE 2020
ARTIGOS - Governador do Rio Grande do Sul

A melhor das alternativas

Propusemos com transparência à sociedade uma reforma tributária necessária e transformadora, capaz de promover mais justiça fiscal e resgatar a competitividade da economia gaúcha. Sabemos que imposto é um tema antipático e recebemos as primeiras críticas com serenidade.

Os textos dos três projetos estão agora na Assembleia para apreciação soberana dos parlamentares. A lei que prorrogou a vigência das alíquotas majoradas do ICMS até 31 de dezembro de 2020, aprovada no final de 2018, também previu que a nossa gestão teria dois anos para apresentar uma proposta de revisão geral das alíquotas, com o propósito de dinamizar a economia.

Está lá escrito, o trecho de 2018, esquecido por quem ataca a nossa intenção de reforma: "Antes de decorrido o prazo previsto no § 17, o Poder Executivo revisará a carga tributária de ICMS vigente, com o objetivo de propor a implementação de uma nova política de alíquotas do imposto". É o que estamos fazendo agora.

Com o fim da majoração, concretamente, o Rio Grande do Sul perde R$ 2,85 bilhões por ano de receita. Na prática, há três alternativas. A primeira, ruim: pedir a prorrogação das alíquotas. A segunda, é ainda pior: não fazer nada e abrir mão da receita que faltará à prestação de serviços. A terceira, que encaminhamos ao parlamento, nos parece a mais sensata: encarar o fim das alíquotas como uma oportunidade de reorganizar a nossa lógica de arrecadação.

Temos autoridade para propor a manutenção dos níveis de receita porque não tivemos medo de aprovar reformas para reduzir o custo da máquina pública e que deverão deixar, em 10 anos, um saldo positivo de R$ 18 bilhões nas contas do RS. Avançamos com a agenda de privatização e estamos simplificando e desburocratizando a gestão do Estado.

Manter os níveis de arrecadação é fundamental para preservar a prestação de serviços, incluindo um plano de reposição de servidores na área de segurança pública e a continuidade da regularidade dos pagamentos aos hospitais e municípios. Quem perderia com um cenário de redução abrupta de receita seria a própria população. Entendo que a proposta em discussão, mesmo complexa, vai além de manter os níveis de receita. Com ela, o Rio Grande do Sul, que já tem 21ª menor carga tributária do país, passaria a ter o sistema tributário mais moderno do Brasil.

EDUARDO LEITE

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

12 de Agosto de 2026 CARPINEJAR Os efeitos colaterais das canetas nos restaurantes Desde maio, já circula no Brasil uma caneta emagrecedora ...

Postagens mais visitadas