31 de Outubro de 2026
POLÍTICA E PODER - Rosane de Oliveira
Tarcísio compartilha post de Michelle e sinaliza com aliança
Cada movimento do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), precisa ser interpretado à luz de uma das cláusulas pétreas do jogo político: não existe vazio de poder. Ao admitir que poderá ser candidato em 2030, Tarcísio está dizendo aos enlutados da eleição de domingo que está fardado para concorrer e isso não desrespeita o senador Flávio Bolsonaro, que ainda está curando as feridas da derrota.
Não desrespeita porque Flávio deixou o espaço vazio ao fugir para Miami e, na primeira manifestação (depois editada), se declarar o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Tarcísio tratou de ocupar esse espaço antes que outro nome da direita o faça. E procurou mostrar que respeita as regras do jogo democrático, reconhece a vitória do presidente Lula e é preciso agir com maturidade.
O governador de São Paulo estava articulando a candidatura neste ano, quando Jair Bolsonaro resolveu lançar o filho. Mesmo contando com o apoio do PIB e do mercado financeiro, Tarcísio se recolheu, em respeito a Bolsonaro, de quem se considerava devedor. Focou na reeleição e ganhou no primeiro turno com folga. Dedicou-se à campanha de Flávio no segundo turno e quitou a dívida de gratidão.
Ele e os líderes dos principais partidos de centro-direita sabem que não existe líder em modo remoto. Mesmo que use as ferramentas de internet para se comunicar, a liderança é atividade presencial.
E mostrou isso na sexta-feira, ao compartilhar um post da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), publicado nos stories do Instagram. Nele, Michelle responde indiretamente aos bolsonaristas que acusam Tarcísio de traição por dizer que poderá ser candidato e indica que mantém sua posição histórica de apoio ao governador de São Paulo.
"Notícias falsas"
Michelle diz que ela e Bolsonaro têm conversado sobre a eleição, que seu "galego" é muito grato a todos os que se empenharam pela candidatura de Flávio e se entristece "quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão, apontam injustamente supostos culpados e afirmam exatamente o contrário do que ele verdadeiramente sente por pessoas como Damares, Tarcísio, Nikolas, Silas Malafaia e outros que estão sendo atacados: muito respeito, carinho e gratidão". _
Guilherme Pasin deve ser indicado como conselheiro do TCE na vaga de Marco Peixoto, que completa 75 anos em agosto de 2030.
Líder do governo e chefe da Casa Civil de Zucco atuarão para acalmar aliados
Anunciado como futuro líder do governo de Luciano Zucco na Assembleia, o deputado Guilherme Pasin (PP) vai procurar os presidentes dos partidos aliados na próxima semana para explicar a lógica da indicação dos secretários. Com ele estará o futuro chefe da Casa Civil, Leandro Sonne.
Aos dois caberá a tarefa de fazer a articulação com a Assembleia e com os partidos que apoiaram o governador eleito ou entrarão para a base do governo, caso do MDB e do PSD.
- Na campanha, Zucco disse que iria buscar os melhores para governar e está fazendo isso - disse Pasin à coluna.
O deputado e o chefe da Casa Civil mostrarão aos aliados que eles serão beneficiados pelos avanços que o governo conquistar com secretários tecnicamente preparados. E que não devem se preocupar com o espaço restrito no primeiro escalão, porque terão cargos no segundo e terceiro escalões. _
Tarso Genro recebe título de Doutor Honoris Causa
Em celebração aos seus 20 anos, a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) homenageou um dos responsáveis pela sua criação com sua mais alta distinção. O ex-governador Tarso Genro recebeu na quinta-feira o título de Doutor Honoris Causa da instituição, em reconhecimento pela articulação à frente do Ministério da Educação, que comandou entre 2004 e 2005, para implantar a universidade.
Em seu pronunciamento, Tarso lembrou das mobilizações das comunidades regionais que reforçaram o interesse da sociedade e impulsionaram a criação da Universidade Federal do Pampa.
O ex-governador mencionou ainda a atuação de figuras como Luiz Fernando Mainardi, Estilac Xavier e Paulo Pimenta na interlocução com o MEC para destravar a demanda. _
Centrão prepara entrada no governo Lula
A coisa mais certa que se tem antes de uma eleição é que, seja quem for o vencedor, o centrão estará no governo. Os principais partidos que formam o centrão evitaram lançar candidato próprio ou apoiar formalmente um dos concorrentes. Preferiram gastar o dinheiro do fundo eleitoral na campanha de candidatos a deputado federal ou lançar candidatos sem grandes chances.
Com o presidente Lula reeleito, a aproximação já começou. Aliás, teve início antes da eleição, com o esforço dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) pela aprovação do fim da escala 6x1, uma das principais pautas de Lula. O que os dois querem? O apoio dos aliados do governo para continuarem no comando do Congresso.
Lula vai oferecer ministérios, estatais e cargos à mancheia porque precisa de votos para aprovar projetos na Câmara e no Senado. _
Programa RS Seguro inspira governador de São Paulo
Depois de ler uma entrevista do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, elogiando o programa RS Seguro, Eduardo Leite mandou mensagem agradecendo pela referência e recebeu um convite para conversar. Na sexta-feira os dois se encontraram no Palácio dos Bandeirantes e conversaram sobre cooperação na segurança pública e sobre o cenário político.
Na entrevista ao Estadão, Tarcísio disse o seguinte:
- Pretendo adotar uma iniciativa semelhante à de Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, que considero uma boa prática e que funcionou bem por lá. Vamos reproduzi-la aqui em São Paulo.
Diante do reconhecimento do governador de São Paulo, espera-se que seu amigo Luciano Zucco mantenha o programa no Estado e valorize o trabalho do delegado Antônio Carlos Padilha, secretário-executivo do programa. _

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