sábado, 6 de junho de 2020


06 DE JUNHO DE 2020
PATRIMÔNIO HISTÓRICO

O que prevê a concessão do Mercado

A prefeitura de Porto Alegre detalhou, na sexta-feira, o edital de concessão do Mercado Público. A gestão do tradicional ponto de comércio da Capital será cedida à iniciativa privada pelos próximos 25 anos. Em uma transmissão pelas redes sociais, o Executivo municipal detalhou algumas regras do certame. Entre elas, está a garantia da continuidade, por quatro anos, dos atuais permissionários.

- Depois desse período, os permissionários passarão a ser locatários e irão negociar diretamente com a concessionária. Mas eles terão cláusula muito forte de preferência. Qualquer proposta de terceiros poderá ser coberta pelo atual locatário - informou o secretário de Parcerias Estratégicas da Capital, Thiago Ribeiro.

A nova concessionária terá de realizar reformas no espaço. Estão previstas melhorias na drenagem de águas, nos sanitários e na fachada do prédio. Além disso, o Mercado Público deverá contar com sistema de monitoramento com câmeras interligadas a uma central da prefeitura. O novo gestor terá de executar todas as obras sem a necessidade de fechamento do local.

Em outubro do ano passado, o Executivo recebeu sugestões para o projeto de concessão. Uma audiência pública reuniu cerca de 200 pessoas no Auditório Araújo Vianna - entre eles, representantes de religiões com matrizes africanas. Eles solicitaram a garantia do acesso ao assentamento Bará, na área central do andar térreo. No edital, estão liberadas as manifestações religiosas populares de caráter cultural e sem fins lucrativos.

Propostas

A prefeitura informou ainda que não será permitida a comercialização de vestuários, calçados, eletrônicos, móveis e utilidades domésticas, que não estão na linha atual de produtos oferecidos.

Conforme o edital, o valor total em investimentos diretos e operacionais será de R$ 85,9 milhões. A outorga minima inicial será de R$ 17,8 milhões - R$ 11 milhões menor do que havia sido proposto em consulta pública. A redução, segundo a prefeitura, se fez necessária devido à covid-19.

- Fizemos revisão total do modelo devido aos efeitos da pandemia, com menos possibilidade de aglomeração, que reduziu o potencial do negócio - justificou Ribeiro.

A prefeitura começa a receber propostas a partir de 31 de julho e prevê a assinatura com vencedor no quarto trimestre.

EDUARDO PINZON

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

12 de Agosto de 2026 CARPINEJAR Os efeitos colaterais das canetas nos restaurantes Desde maio, já circula no Brasil uma caneta emagrecedora ...

Postagens mais visitadas